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Combate às Farc e redução do Estado: promessas de De la Espriella

Abelardo de la Espriella assume a presidência com prioridade para endurecer a segurança, reduzir o tamanho do Estado e alinhar-se com Washington

Foto: Divulgação
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  • Abelardo de la Espriella venceu a eleição presidencial colombiana e assumirá o cargo em agosto, defendendo endurecimento da segurança, redução da máquina pública e maior alinhamento com os Estados Unidos.
  • Promete retomar o enfrentamento a organizações criminosas, ampliar a cooperação militar com os EUA e retomar a erradicação de cultivos de coca para recuperar áreas com presença estatal.
  • Propõe construir dez presídios de segurança máxima e alterar regras de posse de armas, defendendo acesso facilitado a cidadãos aptos física e psicologicamente.
  • Defende redução de gastos públicos em cerca de quarenta por cento, reforma tributária para aliviar encargos de empresas e continuidade de projetos de exploração de energia, incluindo fracking.
  • Quer estreitar a relação com Washington e revisar participação em organismos multilaterais, com possível redução da presença diplomática e revisão de compromissos em direitos humanos.

Abelardo de la Espriella foi eleito presidente da Colômbia, anunciando mudança de rumo em relação ao governo anterior. O foco será maior segurança pública, menor tamanho do Estado e alinhamento político com os Estados Unidos. A vitória ocorreu em meio a uma disputa intensa e polarizada.

O novo governo promete endurecimento contra organizações criminosas e dissidências armadas. Entre as propostas está a retomada de ações coercitivas, a continuidade de operações com apoio estrangeiro e a possível expansão de ações de combate ao narcotráfico. A ideia é recuperar áreas com presença estatal enfraquecida.

Além da segurança, o programa contempla reduzir o peso da máquina pública. A meta é diminuir a estrutura administrativa e avançar com uma reforma tributária voltada a desonerar empresas. Preocupações fiscais do país, com déficit relevante, aparecem como pano de fundo.

A aproximação com Washington aparece como eixo da política externa. O presidente eleito sinalizou maior cooperação bilateral em temas de segurança e combate ao crime organizado. O discurso também contempla revisão de compromissos com organismos multilaterais.

Entre as medidas de caráter penal, aparece a proposta de construção de presídios de segurança máxima para criminosos organizados. Também está prevista flexibilização de regras para posse de armas, defendida por grupos conservadores, e contestada por entidades de direitos humanos.

No campo econômico, a agenda defende liberalização com cortes de gastos e uma redução do tamanho do governo. A expectativa é atrair investimentos e simplificar o ambiente de negócios, ao mesmo tempo em que se discute a exploração de novos recursos energéticos.

A implementação dependerá da capacidade de articular apoio no Congresso e de enfrentar a oposição. A eleição ressaltou uma divisão política marcante, que pode impactar a tramitação de reformas e do pacote de segurança proposto.

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