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Defesa de Jaques Wagner aciona STF para barrar operação da PF

Defesa de Jaques Wagner recorre ao STF para suspender busca e apreensão na 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga atuação do senador em favor do Banco Master

Senador Jaques Wagner foi alvo da PF na 9ª fase da operação Compliance Zero, que investiga um esquema de fraudes no Banco Master
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  • A defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) acionou o Supremo Tribunal Federal contra a decisão que autorizou a 9ª fase da operação Compliance Zero, da Polícia Federal.
  • A defesa afirma que a busca e apreensão contra Wagner foi um equívoco baseado em premissas incorretas.
  • O recurso é um agravo interno que, se aceito, será analisado pela 2ª Turma do STF; caberá ao ministro André Mendonça decidir sobre a validade do recurso.
  • A PF investiga se Wagner atuou a favor do Banco Master, em troca de propina; o senador já confirmou ter negociado a compra de um apartamento com um ex-sócio do Master.
  • A defesa sustenta que a única emenda de Wagner relacionada ao tema visava limitar juros para proteger consumidores, e que parte dos valores apreendidos tem origem lícita.

O advogado do senador Jaques Wagner (PT-BA) protocolou no STF um agravo interno contra a decisão que autorizou a busca e apreensão na 9ª fase da operação Compliance Zero. O recurso questiona supostos erros na fundamentação da ação. Data marcada: 22 de junho de 2026.

A defesa sustenta que Wagner não atuou para favorecer o Banco Master. A PF apura se o parlamentar influenciou em benefício da instituição em troca de propina. O senador já confirmou ter negociado a compra de um apartamento com um ex-sócio do Master.

Segundo os advogados, a emenda de Wagner à medida provisória visa limitar juros para proteger consumidores, contrariando interesses do Master. A defesa afirma que parte dos valores apreendidos tem origem lícita, como diárias declaradas pelo Senado, e outra parte decorre de operações oficiais com registro.

Compliance ZERO

A operação apura fraudes no Banco Master, alvo de várias fases desde novembro de 2025. Inicialmente houve prisões de executivos, busca e apreensão em quatro estados, e uso de tornozeleira eletrônica autorizada pela Justiça.

A 2ª fase, em janeiro de 2026, envolveu buscas em endereços ligados a Vorcaro, com apreensões de bens e valores superiores a 5,7 bilhões de reais. O objetivo foi rastrear uso de recursos fraudulentos para maquiar o caixa do Master.

Na 3ª fase, em março de 2026, Vorcaro foi novamente preso; a PF informou grupo de intimidadores e pagamentos de propina a funcionários do BC. Um empresário ligado ao caso morreu na custódia dias depois.

Na 4ª fase, em abril de 2026, o ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso por suspeitas de facilitar operações sem lastro com o Master.

Na 5ª fase, em maio, houve prisão de Ciro Nogueira, com bloqueio de 18,85 milhões de reais. A PF citou propina entre Vorcaro e o congressista. O STF manteve a linha de atuação da investigação.

Na 6ª fase, também em maio, houve novas prisões, incluindo o pai de Vorcaro, apontado como articulador de um grupo de intimidação. A 7ª fase tratou de vazamento de informações sigilosas ligadas ao Master.

Na 8ª fase, o ex-governador Cláudio Castro foi alvo de busca e apreensão em investigação sobre aportes no Master e Rioprevidência, com movimentação de cerca de 3 bilhões de reais.

A 9ª fase, deflagrada em 18 de junho de 2026, teve Jaques Wagner como alvo. A PF investiga se o senador atuou na Câmara para favorecer o Master.

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