- Abelardo de la Espriella venceu o segundo turno da eleição presidencial na Colômbia, anunciando a vitória neste domingo.
- Keiko Fujimori lidera a apuração no Peru, com 99,691% dos votos contabilizados e cerca de 40 mil votos de vantagem sobre o adversário Roberto Sánchez.
- Com esses resultados, a América do Sul passa a ter sete governos de direita e cinco de esquerda.
- Em 2025, a esquerda manteve Suriname e Guiana, perdeu Bolívia e Chile, e o conservador Daniel Noboa foi reeleito no Equador.
- Em 2026, Espriella já tinha vitória na Colômbia e Fujimori estava próxima de vencer no Peru; no Brasil, a eleição está marcada para outubro.
A vitória de Abelardo de la Espriella no segundo turno da eleição presidencial na Colômbia, anunciada neste domingo, e a liderança de Keiko Fujimori na apuração no Peru sinalizam uma aproximação da direita no conjunto da América do Sul. A contagem aponta Espriella com vantagem, após 99,691% das atas, enquanto Fujimori tem liderança estável sobre o candidato de esquerda no Peru.
A leitura geral é de mudança de cenário na região, com o mapa de poder disputando espaço entre forças de direita e esquerda. Em 2023, após a posse de Lula no Brasil, eram oito mandatários de esquerda e quatro de direita. Hoje, a tendência indica sete governos de direita contra cinco de esquerda, desfecho ainda dependente de resultados finais no Peru e de eleições em outros países.
O que muda no continente
No total, a virada sinalizaria uma configuração mais conservadora em países-chave, incluindo Argentina, Paraguai, Equador, Bolívia, Chile, Colômbia e Peru. Brasil, Venezuela, Guiana, Suriname e Uruguai seguiriam com governos de esquerda. A ordem dos blocos pode influenciar políticas regionais e agendas de cooperação.
Desempenho eleitoral e impactos
Após 2025, o Equador reelegeu o conservador Daniel Noboa; no Chile houve mudança com Kast; na Bolívia, Rodrigo Paz disputou o segundo turno contra José Queiroga Quiroga, sem vitória da esquerda. No Peru, Fujimori permanece na dianteira com uma diferença de votos estreita frente ao adversário de esquerda, mantendo o país em fase de transição institucional.
Análises de especialistas
Analistas destacam que as votações refletem o apelo por “ordem, previsibilidade e governabilidade mínima”, com cada país apresentando peculiaridades. Em Equador, Noboa capitalizou a crise de violência para apoiar uma linha dura. No Peru, Fujimori e López Aliaga buscaram oferecer segurança pública, estabilidade econômica e fim da instabilidade institucional.
Fatores que vão além das urnas
Especialistas apontam que, embora haja convergência temporal entre candidaturas, as situações nacionais variam. O eleitor busca, entre prioridades, segurança, custo de vida, emprego e políticas de fronteiras. Ainda que se observe um sentimento de desgaste de governos de esquerda, as trajetórias de cada país moldam o ritmo da mudança.
Perspectivas para 2026 no Brasil
A leitura comum é de que o panorama sul-americano tende a favorecer candidaturas que apresentem propostas de gestão estável e resultados tangíveis. Observa-se, ainda, que questões econômicas globais, como inflação e políticas cambiais, influenciam a percepção de confiabilidade entre eleitores.
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