- Apuração preliminar aponta vitória de Abelardo de la Espriella com 49,66% dos votos frente a 48,70% de Cepeda, diferença de 0,94 ponto percentual.
- A campanha de Cepeda afirmou que aguardará a contagem oficial e apresentou contestação em cerca de 33 mil seções eleitorais.
- A apuração preliminar não tem força legal; a certificação do presidente cabe ao Conselho Nacional Eleitoral com base na contagem oficial.
- Em eleições anteriores, a variação entre apuração preliminar e contagem oficial costuma ser pequena, com média próxima de zero vírgula um por cento.
- Este pleito teve a maior participação dos últimos 28 anos, com abstenção estimada em cerca de 38%.
A contagem preliminar das eleições presidenciais da Colômbia, que há décadas serve como referência para indicar o vencedor, não tem força legal. No segundo turno, Abelardo de la Espriella, de linha esquerda-extrema, aparece com vantagem sobre Iván Cepeda, aliado do governo. A apuração inicial foi divulgada neste domingo, 21 de junho, e ainda depende da contagem oficial realizada pelos juízes eleitorais.
Segundo os resultados preliminares, De la Espriella obtinha 49,66% dos votos, contra 48,70% de Cepeda. A diferença é de cerca de 247 mil votos. Cepeda afirmou que, apesar de reconhecer o resultado preliminar, continuará aguardando a contagem oficial para confirmar o resultado. A defesa de Cepeda informou que contestará o pleito em cerca de 33 mil seções eleitorais pelo país.
A apuração preliminar não tem respaldo legal para certificar o vencedor. O Registro Nacional, responsável pela logística, destacou que não elege o presidente e que a decisão cabe ao Conselho Nacional Eleitoral (CNE), com base na apuração oficial realizada por cartórios e juízes. Especialistas apontam que, historicamente, a diferença entre contagens preliminar e final costuma ser pequena.
Contagem oficial e mecanismos legais
O CNE recebe as certidões oficiais, que convertem votos em resultados juridicamente válidos. Com isso, o pleito é certificado apenas após a apuração legal. Em eleições anteriores, Cepeda e o Pacto Histórico já viram variações entre contagens preliminares e oficiais ocorrerem, mas com margens geralmente modestas.
A diferença entre contagens preliminares e oficiais costuma ficar em torno de 0,1% do total de votos desde 1998, segundo dados do CNE. Em 2026, analistas estimam que a variação necessária para alterar o resultado seria improvável, mesmo com alguns ajustes na contagem.
A expectativa entre especialistas é de que a contagem final confirme o cenário observado na apuração preliminar. A defesa de De la Espriella pediu que a votação seja protegida durante a contagem oficial, ressaltando a necessidade de evitar contestações ou tumultos.
Repercussões e participação
As eleições deste ano registraram a maior participação dos últimos 28 anos, e a abstenção ficou em cerca de 38%. A Justiça Eleitoral destaca que o pleito se deu em um novo contexto, com maior atenção pública e vigilância de observadores. O presidente Gustavo Petro, que apoiou Cepeda, comentou que a votação estava quase empatada e que era preciso aguardar a contagem oficial.
A MOE (Missão de Observação Eleitoral) ressaltou a continuidade do processo de consolidação dos resultados em âmbito municipal, departamental e nacional, enfatizando a necessidade de tranquilidade durante a contagem. O processo é acompanhado de perto por autoridades eleitorais e pela comunidade internacional.
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