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Flávio Bolsonaro reafirma classificação de milícias como terroristas

Flávio Bolsonaro afirma, em evento da Confederação Nacional da Indústria, que milícias serão classificadas como terroristas no Brasil, com aumento de punição e 500 mil vagas em presídios

Flávio Bolsonaro durante debate de presidenciáveis em evento da CNI - (crédito: Minervino Junior/CB/D.A Press)
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  • O pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, participou de evento da Confederação Nacional da Indústria para tratar de segurança pública.
  • Ele afirmou que, em eventual governo, classificará as organizações criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como terroristas no Brasil.
  • Bolsonaro apresentou o programa Brasil Sem Medo, com 12 medidas emergenciais, incluindo o endurecimento da punição para narcoterroristas.
  • Disse que quer abrir quinhentas mil novas vagas em presídios para manter esses criminosos longe da circulação, citando falhas da audiência de custódia.
  • Mencionou que o governo dos Estados Unidos classificou PCC e CV como organizações terroristas e citou, ainda, um sistema de georreferenciamento de São Paulo que reduziu feminicídios como exemplo de atuação policial.

O pré-candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, voltou a defender a classificação de milícias como organizações terroristas. O pronunciamento ocorreu em evento da Confederação Nacional da Indústria (CNI) nesta segunda-feira (22/6) em Brasília. Ele disse que, em eventual governo, adotará essa designação para o PCC e o CV no Brasil.

O senador criticou o atual presidente Lula por não apoiar a classificação pelo governo dos EUA. O tema ganhou repercussão após o decreto americano de maio que incluiu PCC e CV entre organizações terroristas, medida rejeitada pela realidade brasileira, segundo o Palácio do Planalto.

Flávio Bolsonaro apresentou o programa Brasil Sem Medo, com 12 medidas para a segurança pública. Entre as propostas está aumentar a punição para narcoterroristas e ampliar a repressão a organizações criminosas, segundo o senador.

Propostas de segurança pública e cenário político

O senador afirmou que pretende abrir 500 mil vagas adicionais em presídios caso assuma o governo. Ele citou a necessidade de afastar criminosos da circulação e citou a audiência de custódia como ponto de vulnerabilidade jurídica.

No discurso, atribuiu grande parte dos crimes a um grupo de pessoas que acusou de ter leis brandas, apontando a audiência de custódia como uma porta giratória para criminosos. Ele não detalhou cronogramas oficiais para as medidas.

Durante a fala, Flávio Bolsonaro mencionou ainda um sistema de georreferenciamento utilizado em São Paulo para evitar novos casos de violência contra mulheres. Segundo ele, a ferramenta acionaria viaturas assim que o agressor se aproximasse da vítima.

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