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Júri de policiais acusados de matar Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos começa

Júri inicia para três policiais militares acusados de matar delator do PCC no aeroporto de Guarulhos, com segurança reforçada e votação de noventa quesitos

Antônio Vinícius Lopes Gritzbach era investigado por lavar dinheiro para o PCC.
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  • Começa nesta segunda-feira, 22, o júri de três policiais acusados de participação direta na execução de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach no Aeroporto de Guarulhos, em novembro de 2024.
  • Gritzbach era delator do Primeiro Comando da Capital e atuava como gestor financeiro ligado à facção; o ataque também matou o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais.
  • O fórum de Guarulhos adotará esquema de segurança reforçado e a sessão deverá se estender até sexta-feira, 26, com 21 testemunhas arroladas e nove acusados pela defesa.
  • Os três policiais respondem por homicídios qualificados consumados e por tentativas de homicídio; a defesa sustenta inocência e nega autoria, enquanto há encaminhamentos de provas como vídeos, localização de celulares e DNA.
  • Outros três denunciados seguem foragidos, incluindo o suposto olheiro Kauê do Amaral Coelho e dois apontados como mandantes, Didi e Cigarreira; não há data prevista para julgamento desses casos.

O júri começa nesta segunda-feira, 22, para julgar três policiais militares acusados de participação direta na execução de Antônio Vinícius Lopes Gritzbach, delator do PCC morto a tiros no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024. O caso ocorreu no terminal complexo da região metropolitana de São Paulo, em meio a uma operação que também deixou morto o motorista Celso Araújo Sampaio de Novais, 41 anos. A defesa sustenta inocência e aponta insuficiência de provas para incriminar os réus.

O Tribunal de Guarulhos organizará a segurança com esquema especial, suspendendo audiências para restringir a circulação. Os jurados deverão responder a 90 quesitos sobre as circunstâncias do crime. A acusação afirma que houve homicídio qualificado e tentativa de homicídio envolvendo outras pessoas próximas à vítima, enquanto a defesa adota a tese da negativa de autoria.

Provas, testemunhas e cronologia do caso

Entre as provas, estão dados de celulares, localizações e exames de DNA. A investigação aponta que Gritzbach atuava como gestor financeiro de ativos do PCC e usava terceiros para ocultar a origem de recursos. Ao todo, serão ouvidos 21 testemunhas, incluindo a delegada Luciana Peixoto, responsável pelo inquérito. O julgamento pode durar até sexta, 26.

Além dos dois atiradores que aparecem encapuzados, Fernando Genauro da Silva é acusado como coautor; Coelho, Castilho e Amaral são citados como responsáveis por facilitar a fuga. A promotoria afirma que o tenente envolvido conduziu o veículo até o local para favorecer a ação.

A defesa dos réus afirma que não há relação comprovada entre eles e o crime. Não houve pronúncia completa para todos os denunciados, e ainda há réus foragidos, incluindo um olheiro e dois suspeitos de mandante. Não há data marcada para o julgamento dos demais envolvidos.

Contexto e desdobramentos históricos

No final de 2024, 11 PMs foram condenados pela Justiça Militar por escolta ilegal de Gritzbach. A delação do empresário, homologada em 2024, envolveu ainda acusações de corrupção envolvendo policiais civis. A investigação continua para apurar outros possíveis ligadações entre a polícia e o delator.

O caso chegou a mobilizar autoridades devido à alta demonstração de violência do crime organizado no aeroporto. As investigações indicam que Gritzbach poderia ter desviado recursos do PCC, o que teria motivado a ação. A polícia reforçou o aparato de segurança para o andamento do júri.

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