- Michelle Bolsonaro reagiu duramente à entrevista de Ciro Gomes para a revista VEJA, em que o ex-governador do Ceará afirmou que não vai apoiar Flávio Bolsonaro para a Presidência, mesmo com o apoio do PL.
- Ela repostou um vídeo de Clayton Prudêncio, presidente do Movimento Liberta Brasil, criticando o acordo entre o PL e Ciro e citando a fala de que “os dois são iguais” a Lula e Bolsonaro.
- Prudêncio questiona se Michelle tinha razão em desfazer o acordo com Ciro e acusa alianças que vão da direita à esquerda.
- Michelle disse que vai se posicionar de forma mais direta sobre o assunto em breve e que já gravou um vídeo explicando o que ocorreu no Ceará.
- A crise remonta à tentativa de desfazer a aliança do PL no Ceará em apoio a Eduardo Girão, movimento que gerou desentendimentos com Flávio, Carlos e Eduardo Bolsonaro e até hoje não a envolve ativamente na campanha de Flávio.
Michelle Bolsonaro reagiu nesta segunda-feira, 22, a uma entrevista de Ciro Gomes publicada pela revista VEJA, na seção Páginas Amarelas. O ex-governador do Ceará afirmou que não vai apoiar Flávio Bolsonaro para a Presidência, mesmo com apoio do PL para sua candidatura ao governo do Ceará. A ex-primeira-dama manteve o tom crítico.
A reação ocorreu após a divulgação da entrevista, na qual Ciro Gomes disse que “os dois são iguais”, referindo-se a Lula e Bolsonaro. Michelle compartilhou um vídeo de Clayton Prudêncio, presidente do Movimento Liberta Brasil, que reforçou questionamentos sobre acordos políticos envolvendo o PL e o apoio a candidaturas.
Prudêncio é pré-candidato a deputado federal pelo PP. O material reproduzido mostra Michelle questionando se o acordo com Ciro Gomes na eleição estadual cearense foi adequado, citando críticas de alas da direita a esse tipo de aliança. Ela prometeu se posicionar de forma mais direta sobre o tema em breve.
Contexto político e histórico
A ex-primeira-dama já foi responsável por um dos episódios de racha entre bolsonaristas ao tentar desfazer a aliança do PL do Ceará com Ciro Gomes no ano passado. Na ocasião, Michelle apoiou a candidatura de Eduardo Girão ao governo estadual, alegando que Ciro não deveria liderar o bolsonarismo.
Entretanto, Flávio Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro discordaram da hipótese de romper a aliança, mantendo o apoio ao acordo. Desde então, Michelle não tem se envolvido ativamente na campanha presidencial do núcleo bolsonarista, mantendo distância de forma reiterada.
Impactos e desdobramentos
Ainda não há anúncio de posição formal de Michelle sobre o assunto. A repercussão envolve atores da direita brasileira, com tribunos e lideranças lembrando disputas internas e alinhamentos entre partidos. A situação añade tensão entre membros próximos ao clã e correligionários.
Ações futuras devem esclarecer se Michelle deverá emitir nota oficial ou vídeo adicional explicando sua visão sobre a entrevista de Ciro Gomes e o posicionamento de Flávio Bolsonaro para a eleição presidencial. As informações foram extraídas de VEJA e de publicações associadas.
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