- A IA não vai decidir a eleição; o voto ainda é do eleitor, mas já define quem chega até ele e quem fala por acaso.
- A tecnologia amplia alcance (escala) e direcionamento (inteligência), permitindo mensagens adaptadas a públicos diferentes de forma rápida e barata.
- Casos recentes mostram uso de IA em vídeos e imagem para candidatos, gerando repercussão, testes de fotografia e conteúdos virais, com o tema da política recebendo velocidade de difusão.
- A IA facilita auditoria de discursos e planos de governo, cruzando informações para identificar contradições e reduzir tempo de pesquisa, ajudando campanhas a serem mais estratégicas.
- O Tribunal Superior Eleitoral já aprovou regras contra deepfakes e exige marcação de conteúdo produzido por máquina; há punição para quem cria ou apenas compartilha conteúdo irregular.
A inteligência artificial não decidirá a eleição deste ano; o eleitor continua no centro da decisão. No entanto, a IA já afeta quem chega até esse eleitor e quem fala sem impacto real. Muitos candidatos entraram no tema apenas pela via visual, com vídeos, músicas e fotos geradas.
Em dezembro, Romeu Zema publicou um vídeo gerado por IA em que aparece cantando com o vice na bateria, em tom bem-humorado sobre costumes mineiros. A campanha do pré-candidato Flávio Bolsonaro também enfrentou produção massiva de imagens artificiais, levando a um ensaio fotográfico para obter fotos reais.
A cobertura sobre redes sociais na política mostra que quem entendeu o fenômeno ganhou vantagem. Candidatos que compreenderam o uso da IA para personalizar mensagens passaram à frente de adversários menos atentos. O ritmo atual sugere maior velocidade de comunicação.
A IA pode ampliar duas dimensões importantes na campanha: escala e inteligência. Ela permite falar com públicos diferentes ao mesmo tempo, adaptando mensagens para cada perfil, com custos menores que métodos tradicionais. E aumenta a capacidade de segmentação.
A partir da escala, candidatos podem produzir várias versões de conteúdos rapidamente, atendendo diferentes necessidades regionais e demográficas. Antes era caro adaptar mensagem; hoje, o mesmo conteúdo se transforma para cada público-alvo.
A camada de inteligência envolve cruzamento de dados. Associate entrevostas, planos de governo e pesquisas, a IA identifica contradições e gaps de discurso. Assim, o equipamento de campanha pode alinhar comunicação aos compromissos anunciados.
No aspecto prático, o eleitor pode perguntar a IA por quem votar e obter respostas de fontes digitais. Muitas vezes, o conteúdo consultado vem de sites com textos bem estruturados, não apenas de redes sociais. A atuação passa a depender de qualidade de informação.
Todavia, há lado legal: PT, PCdoB e PV acionaram o TSE por uso irregular de IA em campanha, acusando propaganda antecipada. O TSE aprovou regras que proíbem deepfake e obrigam marcação de conteúdos produzidos por máquina. Multas já foram aplicadas por compartilhamento.
A imprensa observa que quem trabalha com comunicação mantém equilíbrio entre defender o candidato e acompanhar conteúdos contrários. A defesa exige recursos e pode onerar o momento de decisão, especialmente perto da eleição.
Impactos na campanha
O uso de IA permite produção rápida de conteúdos adaptados a cada região, reduzindo custos. Mesmo candidatos com menos verba podem disputar o tom de conversa com públicos específicos.
Aspectos legais
Instituições reguladoras estipularam regras para identificar conteúdos gerados por IA e punir uso indevido. Além de criar mecanismos de transparência, há responsabilização para quem apenas compartilha conteúdo falso.
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