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Erika Hilton acusa PSOL de privilégio branco e cis

Erika Hilton acusa PSOL de privilégio branco e cis, afirmando violação de acordos internos e distribuição desigual de recursos para campanhas de 2026

A deputada Erika Hilton cobra cumprimento de acordos pelo PSOL. (Foto: André Borges / EFE)
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  • Erika Hilton, deputada federal pelo PSOL-SP, reclamou da direção do partido nesta terça-feira (23), alegando descumprimento de acordos internos e desigualdade na distribuição de recursos para campanhas de 2026.
  • Ela afirma receber menos apoio logístico e financeiro do que Manuela D’Ávila, que acabou de se filiar à sigla, destacando que, como mulher negra, travesti e atuação no maior estado, precisa de logística robusta e segurança maior.
  • Hilton usa os termos privilégio branco e cis para criticar a prioridade dada a candidatos brancos que se identificam com o gênero biológico, afirmando que isso compromete lideranças de grupos minoritários.
  • O PSOL vê Manuela D’Ávila como peça-chave para a estratégia de crescimento no Senado em 2027, e a disputa envolve o controle do fundo eleitoral.
  • A deputada também citou outras insatisfações, mencionando Renata Souza e Rick Azevedo, no Rio de Janeiro, e Carlos Giannazi, em São Paulo, afirmando que políticas de inclusão teriam sido desmontadas.

Erika Hilton, deputada federal pelo PSOL-SP, comunicou nesta terça-feira, 23, insatisfação com a direção do partido. A denúncia envolve supostos descumprimentos de acordos internos e desigualdade na distribuição de recursos para as campanhas de 2026.

Segundo a parlamentar, a cúpula do PSOL tem oferecido menos apoio estrutural e financeiro a ela do que a confirmação da filiação de Manuela D’Ávila, que ingressou na legenda recentemente. Hilton afirma que, como mulher negra e travesti, precisa de logística robusta e proteção adequada, o que não vem ocorrendo.

Ela afirmou ainda que os termos privilégio branco e cis descrevem uma prioridade interna perceptível na sigla, associada a candidatos brancos que se identificam com o gênero biológico. A deputada sustenta que isso desvia recursos de lideranças que representam grupos minoritários.

Estratégia para o Senado

A dirigente do PSOL vê Manuela D’Ávila como peça-chave para a expansão da bancada no Senado em 2027. A legenda não tem senador em exercício há mais de uma década e busca fortalecer a candidatura de referência para esse objetivo, com disputa interna sobre o uso do fundo eleitoral.

Cláusula de barreira e compromissos

Hilton ressalta que a cláusula de barreira, regra que condiciona o repasse de recursos do fundo partidário, é um ponto central da polêmica. Ela afirma ter permanecido no PSOL para ajudar a superar esse obstáculo, desde que o partido cumpra os compromissos assumidos com as candidaturas.

Outros parlamentares citados

A deputada citou nomes como Renata Souza e Rick Azevedo, no Rio de Janeiro, além de Carlos Giannazi, em São Paulo, dizendo que enfrentam dificuldades semelhantes. Segundo ela, a direção nacional teria desmontado políticas de inclusão que garantiam repasses mais justos para grupos como mulheres, negros e pessoas com deficiência.

A reportagem baseia-se em informações apuradas pela Gazeta do Povo, que também apresenta leitura ampliada sobre o tema em sua publicação.

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