- O governo Lula não enviará representantes para a audiência pública nos EUA, marcada para 6 de julho, sobre a tarifa de 25% a produtos brasileiros; a sessão é vista como espaço de interesses privados e civis, não governamentais.
- A comunicação do Brasil será por escrito e em reuniões virtuais e presenciais, durante a investigação comercial baseada na Seção 301.
- O senador Flávio Bolsonaro pediu autorização para depor na audiência, com previsão de cinco minutos de fala, e propõe a suspensão do tarifaço com uma resolução negociada.
- Flávio afirma ter se reunido recentemente com o presidente dos EUA, Donald Trump, com o vice-presidente JD Vance e com o secretário de Estado Marco Rubio para tratar do tema.
- A tarifa de 25% foi proposta em 1º de junho de 2026 pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, que aponta práticas comerciais injustas do Brasil, entre setores listados e vários itens isentos.
O governo brasileiro informou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não enviará representantes oficiais para a audiência pública nos Estados Unidos, marcada para 6 de julho, sobre a proposta de tarifa de 25% a produtos brasileiros. A avaliação é de que a sessão é de interesse do setor privado e da sociedade civil, não governamental. A comunicação será feita por escrito e por meio de reuniões virtuais e presenciais.
Flávio Bolsonaro solicitou autorização para depor na audiência, buscando 5 minutos de fala. O requerimento aponta a suspensão da tarifa e a apresentação de uma resolução negociada das questões da investigação. O documento foi apresentado para inscrição, segundo publicação do portal.
O governo norte‑americano iniciou a investigação sob a Seção 301 e divulgou a proposta de tarifa em 1º de junho de 2026. A medida é apresentada como resposta a alegadas práticas comerciais injustas, com foco em áreas como Pix, comércio digital, propriedade intelectual e acesso ao etanol.
Investigações e exceções
O relatório do USTR detalha temas como Pix, cadeias de suprimento digitais, proteção à propriedade intelectual e combate à corrupção. Além disso, produtos excluídos da tarifa incluem carnes, frutas, minerais, café, chá, cereais e fertilizantes, entre outros.
Aeronaves brasileiras, terras-raras, químicos orgânicos, farmacêuticos e alguns insumos também ficam isentos. O texto aponta ainda tratamento diferenciado para setores específicos, em linha com a decisão final a ser tomada pelo governo americano.
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