- Haddad afirma ser testemunha de que Jaques Wagner atuou contra o Banco Master e ajudou a bloquear os interesses da instituição.
- Wagner apresentou recurso ao Supremo Tribunal Federal contra a decisão de busca e apreensão autorizada pela Justiça na semana anterior.
- A defesa sustenta que houve erros graves na medida e que Wagner votou contra a Emenda Master, que ampliaria o alcance do Fundo Garantidor de Créditos.
- Haddad diz que Wagner encorajou a votação contrária ao Master a seu pedido, afirmando ter conversado com o senador sobre o tema.
- A Polícia Federal encontrou US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços ligados a Wagner; parte do dinheiro seria de diárias do Senado, e Augusto Lima teria ajudado em vários atos.
O ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad saiu em defesa de Jaques Wagner, líder do governo no Senado, após a operação da Polícia Federal que visou o Banco Master. Haddad afirmou ser testemunha de que Wagner atuou contra o Master e teria ajudado a bloquear os interesses da instituição. Ele se disponibilizou para depor.
A defesa de Wagner foi apresentada após a PF cumprir mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao senador na semana passada, no âmbito da operação Compliance Zero. A ação envolveu 18 alvos, entre eles Wagner, e apurou movimentações financeiras associadas ao Master.
Segundo Haddad, Wagner teria se posicionado contrariamente ao Master ao conduzir votações no Congresso Nacional que impactaram a atuação do banco. O ex-ministro afirmou ter conversado com Wagner sobre a Emenda Master, apresentada por outro senador, e disse ter orientado a votação contra a medida.
Contexto da investigação e desdobramentos
Wagner é alvo de questionamentos internos sobre vínculos com Augusto Lima, ex-sócio de Vorcaro, envolvido nas investigações. A PF informou que foram encontrados US$ 55 mil e 33 mil euros em endereços relacionados ao senador, além de bens adquiridos com recursos atribuídos ao período de diárias pagas pelo Senado.
A PF aponta que parte dos valores apreendidos corresponde a diárias de viagem, enquanto outra parcela teria origem em operações regulares. Também há alegações de que Lima comprou um apartamento para o senador e realizou outras ações, como empréstimos de jatos privados e ingressos para shows.
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