- Governo brasileiro decidiu não participar de audiência pública nos Estados Unidos sobre o tarifaço de 25% para produtos brasileiros, marcada para seis de julho.
- Base governista afirma que há canal direto de interlocução com a gestão de Donald Trump desde reunião na Casa Branca, em maio, o que justifica a ausência.
- O canal de negociação já foi utilizado para apresentar argumentos contra o tarifaço, segundo ministros e auxiliares de Lula.
- O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) confirmou inscrição para falar na audiência e deve usar o espaço para negócios políticos, segundo a leitura do Planalto.
- Em 2025, Eduardo Bolsonaro chegou a defender o tarifaço como medida considerada “legítima” pela gestão de Trump.
O governo Lula não participou da audiência pública prevista para 6 de julho, nos Estados Unidos, para discutir a proposta de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros exportados para os EUA. O objetivo oficial é avaliar impactos do tarifaço na relação comercial entre os dois países.
Segundo ministros e auxiliares de Lula, o governo brasileiro mantém canal direto de negociação com a gestão de Donald Trump desde reunião na Casa Branca, em maio. O mecanismo tem sido utilizado para apresentar argumentos contrários ao tarifaço.
A audiência ganhou destaque após o senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, anunciar que se inscreveu para falar contra o tarifaço. A equipe de Lula sustenta que não houve pedido governamental de discursar.
Participação de Flávio Bolsonaro
A leitura oficial é de que a participação do senador tem motivação política. A ideia é esclarecer que o clã Bolsonaro não teria responsabilidade pela medida.
Contexto político e consequências
Auxiliares destacam que, em 2025, Eduardo Bolsonaro já havia defendido o tarifaço como posição de alinhamento com a gestão Trump. O Planalto mantém interlocução constante para preservar argumentos oficiais.
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