Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Política fiscal tem dimensão estrutural e pode afetar percepção da dívida, da Copom

Copom aponta que a política fiscal tem efeito de curto prazo e dimensão estrutural, podendo elevar a percepção de dívida e o prêmio a termo da curva de juros

— Foto: Pixabay
0:00
Carregando...
0:00
  • Copom reafirmou a necessidade de políticas fiscal e monetária harmonizadas, com convicção de serem previsíveis, críveis e anticíclicas.
  • A ata aponta que a política fiscal tem efeito de curto prazo pela demanda e dimensão estrutural que pode afetar a percepção sobre a dívida e o prêmio a termo da curva de juros.
  • Política fiscal contracíclica e redução do prêmio de risco ajudam a convergência da inflação à meta.
  • Esforços de reformas, disciplina fiscal, aumento de crédito direcionado e incertezas sobre a estabilização da dívida podem elevar a taxa de juros neutra e, consequentemente, impactar a capacidade de desinflação.
  • A Selic foi reduzida para 14,25% ao ano na última quarta-feira (17), sendo a terceira queda seguida de 0,25 ponto percentual; a próxima reunião do Copom é em 4 e 5 de agosto, com projeções de inflação abaixo da meta para o primeiro trimestre de 2028.

O Copom, o comitê de política monetária do Banco Central, afirma que as políticas fiscal e monetária devem andar juntas, com foco na previsibilidade, credibilidade e caráter anticíclico. A nota divulgada nesta terça reiterou essa visão.

O documento ressalta que a política fiscal atua de forma imediata, via demanda agregada, e também tem uma dimensão estrutural que pode influenciar a percepção sobre a sustentabilidade da dívida e o prêmio a termo da curva de juros.

Segundo o Copom, uma política fiscal contracíclica que reduza o prêmio de risco ajuda a convergir a inflação para a meta. O texto aponta que o enfraquecimento de reformas estruturais, aumento do crédito direcionado e incertezas sobre o equilíbrio da dívida elevam a taxa de juros neutra da economia.

O colegiado enfatiza que tais fatores podem comprometer a eficácia da política monetária e elevar o custo de desinflação, afetando a atividade econômica. A ata reforça a importância de coordenação entre as políticas fiscais e monetárias para manter a trajetória inflacionária estável.

Na decisão anunciada na última quarta-feira, o BC cortou a taxa Selic para 14,25% ao ano, marcando a terceira redução consecutiva de 0,25 ponto percentual. O texto do Copom descreveu o ciclo de calibração como dependente de novas informações.

O BC também abriu a possibilidade de ajustar o ritmo das mudanças conforme o cenário evolui, buscando assegurar a convergência da inflação à meta. A ata aponta que a incerteza sobre projeções permanece acima do usual.

As projeções indicam inflação abaixo da meta no primeiro trimestre de 2028, aponta o documento, que cita o horizonte da próxima reunião do Copom. A próxima reunião está prevista para ocorrer nos dias 4 e 5 de agosto.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais