- A defesa de Felipe Vorcaro, primo de Daniel Vorcaro, pediu ao STF a reconsideração da prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça.
- Perícia particular contestou o laudo da Polícia Federal, dizendo que quem aparece deixando o condomínio Terravista, em Trancoso, não é Felipe e sim Kelson de Oliveira.
- A defesa sustenta que o carrinho de golfe retornou ao local com as mesmas duas pessoas, indicando erro de identificação e que não houve evasão comprovada.
- A Polícia Federal havia afirmado que Felipe deixou o condomínio às pressas antes da operação Compliance Zero e disse que o episódio justificaria a prisão; Mendonça manteve a prisão, referendada pela Segunda Turma do Supremo.
- O laudo técnico anexado ao processo aponta contradizendo a versão policial, afirmando que as imagens mostram erro de identificação e que não há evidência de evasão atribuída a Felipe.
Felipe Vorcaro, primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro, pediu a reconsideração da prisão preventiva decretada pelo ministro André Mendonça, do STF. A defesa questiona a versão da PF de que Felipe fugiu em um carrinho de golfe antes de uma fase da operação Compliance Zero.
Advogados apresentaram, nesta terça-feira (23), um laudo pericial particular que aponta erro de identificação. Segundo o documento, a pessoa fotografada deixaria o condomínio Terravista, em Trancoso (BA), não sendo Felipe, e sim Kelson de Oliveira, sogro do investigado, ou Eduardo Phillipe Dantas Cunha Melo, hóspede do local.
A PF sustentou que Felipe deixou o condomínio às pressas, com dois homens vistos em imagens próximas à piscina. O relatório policial descreveu sinais de evasão e de retirada de objetos, além de apontar que o quarto estava aberto e roupas de cama desarrumadas. Mendonça manteve a prisão preventiva na decisão anterior, com apoio da Segunda Turma do STF.
Laudo contraria PF
O novo parecer, assinado por peritos em fonética, audiovisual, engenharia, eletrônica e informática, afirma que os traços morfológicos não correspondem a Felipe. A defesa sustenta que a premissa da evasão é equivocada e que as imagens mostram, na verdade, outro indivíduo no carrinho de golfe.
Ainda segundo os advogados, o relatório técnico reforça que não houve tentativa de frustrar a atuação estatal nem de prejudicar a coleta de provas. A defesa é assinada por Alberto Zacharias Toron e Luiza Oliver, com o parecer técnico de Adelino Pinheiro Silva e Alessandro Augusto Travassos.
A investigação envolve o que houve no condomínio Terravista, em Trancoso, durante a fase da operação que mira fraudes ligadas ao Master, empresa ligada ao empresário Daniel Vorcaro. As informações do caso são acompanhadas por autoridades e pelo STF.
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