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Supremo dos EUA decide que Rastafari não pode processar guardas por cortar dreadlocks

Suprema Corte dos EUA decide que Rastafári não pode processar oficiais prisionais por cortar dreadlocks, limitando reparação por violações religiosas

Damon Lanor forcibly had his dreadlocks shaved while he was imprisoned in Louisiana.
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  • O Supremo dos Estados Unidos decidiu, por 6 a 3, que a lei federal que protege direitos religiosos de presos não autoriza buscar indenização por danos quando esses direitos são violados.
  • O caso envolve Damon Landor, um Rastafári, que teve suas dreadlocks kneel-length cortadas por funcionários prisionais da Louisiana em 2020 durante uma transferência.
  • A decisão sustenta que, embora a lei exista para proteger direitos religiosos, não há base para responsabilizar financeiramente autoridades prisionais em ações individuais.
  • A dissidente foi a ministra Ketanji Brown Jackson, que, acompanhada pelas freely Justices Sonia Sotomayor e Elena Kagan, criticou a leitura que restringe remédios, apontando risco de enfraquecer a proteção de direitos.
  • A Louisiana informou ter alterado a política de grooming para evitar incidentes semelhantes.

O Supremo dos Estados Unidos rejeitou a possibilidade de Damon Landor processar autoridades prisionais da Louisiana por terem raspado suas dreadlocks, atribuídas a motivos religiosos. A decisão, de maioria, sustenta que a lei federal que protege direitos religiosos de presos não autoriza indenização em casos desse tipo. O veredito foi proferido em uma vitória para o governo, sob a ótica da imunidade a ações de funcionários públicos.

Landor, Rastafari, alegou violação de direitos religiosos após ser privado de suas dreadlocks, que atingiam o joelho. O episódio ocorreu durante uma transferência de prisão em 2020, quando um guarda retirou o pedido de Landor e chamou o mordomo da instituição, resultando no corte das madeixas. O braço jurídico argumentou que não havia outra ferramenta para responsabilizar os responsáveis pela ação.

A decisão baseou-se na Religious Land Use and Institutionalized Persons Act (RLUIPA), lei federal de 2000 que protege expressões religiosas em prisões, mas não prevê danos diretos contra funcionários estaduais. A ala dissidente, liderada pela ministra Ketanji Brown Jackson, divergiu, questionando a separação entre direitos e recursos de reparação. Ela enfatizou que a lei buscava assegurar a expressão religiosa dos detidos.

A defesa de Landor contou com apoio de organizações de direitos civis, que apontam entraves contínuos a práticas religiosas em prisões. Em contrapartida, o governo argumentou que a responsabilização financeira direta de agentes públicos não decorre automaticamente da proteção constitucional ou federal. A Louisiana informou que revisou sua política de grooming para evitar repetições.

Contexto jurídico e impactos

Especialistas destacam que o caso evidencia a complexa aplicação da RLUIA a instituições estatais, em especial quanto à reparação de danos. A decisão não afeta, Android, outros ambientes de proteção religiosa, mas indica o rumo de casos envolvendo danos contra autoridades públicas em prisões. A manutenção de direitos religiosos permanece como tema sensível no judiciário.

As autoridades locais afirmam ter ajustado políticas internas para evitar conflitos futuros. A defesa de Landor planeja analisar opções legais adicionais, embora a linha majoritária tenha restringido o caminho de ações de indenização. O veredito pode influenciar futuros casos envolvendo práticas religiosas em unidades prisionais.

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