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Escala 6×1 pode acabar em 2026; veja o que falta para valer

Proposta de redução da jornada de 44 para 40 horas avança na Câmara, depende do Senado e de etapas na CCJ para entrar em vigor

Senado Federal. Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado
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  • A proposta reduz a jornada máxima semanal de quarenta para quarenta horas e amplia o período de repouso dos trabalhadores.
  • Como envolve alteração constitucional, ainda precisa ser aprovada pelo Senado, passando pela Comissão de Constituição e Justiça e pelo plenário em dois turnos, com apoio de três quintos dos senadores.
  • Se houver alterações no Senado, o texto retorna à Câmara para nova análise, o que pode atrasar a tramitação por meses.
  • Há resistência de entidades empresariais e parte de parlamentares, que argumentam aumento de custos e impacto para pequenos negócios; defensores dizem que pode ampliar produtividade e reduzir afastamentos.
  • Não há data oficial para votação no Senado; o Planalto previa aprovação antes do recesso de julho, mas o andamento depende do presidente da casa, Davi Alcolumbre, e da CCJ.

O fim da escala 6×1 ainda não tem data para valer. A proposta que reduz a jornada de trabalho avançou na Câmara dos Deputados, mas depende da aprovação do Senado e de outras etapas para entrar em vigor.

Entretanto, o texto ainda não é lei. Mesmo após a aprovação na Câmara, há necessidade de parecer da CCJ do Senado, aprovação em plenário e, se houver alterações, retorno à Câmara.

Atualmente, seguem em vigor as regras da Constituição e da CLT, que permitem até 44 horas semanais e a escala de seis dias de trabalho para um de descanso.

O que muda na proposta

A proposta retira a jornada máxima semanal de 40 horas e amplia o período de repouso dos trabalhadores, segundo o texto aprovado pelos deputados. O debate ganhou impulso com mobilização de trabalhadores nas redes.

A mudança é defendida por quem aponta ganhos de produtividade e redução de afastamentos. Já empresários e parte do Congresso afirmam que a redução pode aumentar custos e impactar pequenos negócios.

Caminhos da tramitação

O Senado precisa aprovar o texto para seguir adiante. A CCJ da Casa analisará a matéria, seguida de plenário, em dois turnos, com três quintos dos votos. Se houver mudança, retorno à Câmara.

A matéria enfrenta resistência de setores produtivos e de parte dos parlamentares. Parlamentares favoráveis cobram rapidez na votação, enquanto a oposição cita etapas formais da tramitação.

Até a conclusão de toda a tramitação, a escala 6×1 permanece válida em todo o país. Não há prazo oficial definido para a votação final.

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