- A Justiça acatou o pedido da família da professora Soraya Tatiana Bonfim França e retirou Matteos França Campos, filho e assassino confesso, do inventário da mãe.
- A decisão foi proferida pelo juiz Antônio Leite de Pádua, da 4ª Vara de Sucessões de Belo Horizonte, e divulgada em 24/6.
- Matteos confessou ter assassinado a mãe por asfixia em 18 de julho de 2025, fato que motivou a ação de indignidade movida pela família.
- O Ministério Público denunciou Matteos por feminicídio com causa de aumento de pena pela dificuldade de defesa e por motivo torpe, além de ocultação de cadáver e fraude processual; ele tinha dívida de cerca de R$ 200 mil, principalmente por apostas online.
- A defesa afirmou que a condenação criminal bastaria para excluir o herdeiro; o juiz explicou que há independência entre as esferas cível e criminal e que a ação de indignidade pode prosseguir na esfera cível.
A Justiça retirou Matteos França Campos do inventário da mãe, Soraya Tatiana Bonfim França, professora de história morta em 2025. A decisão acatou pedido da família para que o filho, assassino confesso, não tenha acesso aos bens da vítima. O caso foi levado ao TJMG e divulgado nesta quarta-feira (24/6).
A indagação ocorreu na 4ª Vara de Sucessões e Ausência de Belo Horizonte. O juiz Antônio Leite de Pádua autorizou a exclusão de Matteos do patrimônio da mãe após a confissão de homicídio ocorrida em 18 de julho de 2025. A defesa sustenta efeitos automáticos da condenação, sem ação de indignidade.
A família acionou a Justiça cível alegando indignidade do herdeiro em razão do crime. O magistrado destacou que as esferas cível e penal são independentes e podem produzir sanções distintas, mesmo com trânsito em julgado criminal.
O crime e as evidências
Soraya Bonfim França foi encontrada morta no Bairro Conjunto Caieiras, em Vespasiano, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A polícia informou que houve asfixia, conforme a confissão de Matteos. Imagens de câmeras registraram presença de veículos na frente do prédio, sem identificar autores.
Matteos, de 32 anos, foi preso em 25 de julho do ano passado. Em depoimento, afirmou estar em colapso financeiro por dívidas com apostas on-line e empréstimos. A Polícia Civil indicou que a motivação envolvia dificuldades econômicas do filho.
A vítima possuía seguro de vida e previdência privada. Segundo a investigação, o filho não revelou essas informações aos depoimentos. Antes da morte, Soraya ligou para uma instituição financeira para renegociar dívidas, em conversa de cerca de 45 minutos.
Ministério Público e desdobramentos
O Ministério Público de Minas Gerais denunciou Matteos em 22 de setembro, mantendo o indiciamento pela morte da mãe. A acusação aponta feminicídio com circunstâncias agravantes, além de ocultação de cadáver e fraude processual para dificultar as investigações.
Entre na conversa da comunidade