- O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que o governo deveria substituir a liderança do Governo no Senado após as investigações envolvendo Jaques Wagner e o Banco Master.
- Marinho destacou que a inocência do senador e a continuidade dele na liderança são questões distintas e que Lula tratará do assunto com Wagner.
- Ele disse ter ligado para Wagner no dia seguinte para prestar solidariedade, lembrando uma situação semelhante em 2018 que acabou sendo apenas ilação.
- Segundo o ministro, em certos momentos as pessoas precisam deixar a posição para se defender e ter condições de atuar.
- As investigações apuram se Wagner atuou no Senado em favor de Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, e Haddad afirmou que Wagner agiu contra o banco e ajudou a bloquear seus interesses.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, defendeu nesta quarta-feira que o governo substitua a liderança do Governo no Senado após as investigações sobre o envolvimento do senador Jaques Wagner com o Banco Master. A declaração ocorreu durante apresentação de dados da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Marinho afirmou que cabe ao presidente Lula decidir, mas que a substituição seria a opção mais adequada. O ministro destacou que a inocência de Wagner e a continuidade dele na liderança são questões distintas, e que o caso exige avaliação cuidadosa.
O ministro lembrou que já telefonou para Wagner para prestar solidariedade, mencionando que ele sofreu ataques financeiros no passado, que foram considerados improcedentes. Segundo Marinho, momentos como esse exigem que o senador possa se defender plenamente.
Contexto da investigação
As apurações seguem para verificar se Wagner atuou no Senado em benefício do Banco Master, conforme apurado por apurações internas. Em relação ao tema, o ex-ministro Fernando Haddad foi citado, com afirmações de que Wagner atuou de forma contrária aos interesses do banco.
Haddad, em entrevista à Folha de S. Paulo, negou ter apoiado a emenda associada ao Banco Master e afirmou que Wagner atuou para bloquear os interesses da instituição. O ex-ministro ressaltou que pode depor onde for necessário.
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