- Minas Gerais tem oito pré-candidatos ao governo, e o cenário deve se definir no fim do próximo mês, com a decisão de Cleitinho Azevedo sobre disputar ou não.
- Alexandre Kalil (PDT) entra na disputa novamente, já sinalizando candidatura independente após ter ficado fora no primeiro turno em 2022.
- Gabriel Azevedo (MDB) pode receber apoio do PT; o partido acompanha conversas com PV e PSB para alinhavar apoios.
- Mateus Simões (PSD) busca a reeleição e avalia que, se Cleitinho não concorrer, pode ampliar a base com bolsonaristas.
- Outros nomes em evidência incluem Jarbas Soares Júnior (PSB), Ben Mendes (Missão), Indira Xavier (UP), Maria da Consolação, a Consola (Psol) e Túlio Lopes (PCB); o PL avalia Vittorio Medioli como possível vice na hipótese de Cleitinho declinar.
Belo Horizonte – A corrida pelo governo de Minas Gerais já reúne oito pré-candidatos, mas o quadro ainda é incerto. A indefinição dos apoios de PT e PL tende a se consolidar apenas no fim do mês, quando o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) anunciará se vai disputar o pleito. A avaliação é de analistas e fontes políticas locais.
O ex-prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil (PDT) integra a lista e busca a segunda tentativa de governar o estado. Em 2022, foi derrotado no primeiro turno por Romeu Zema (Novo). Kalil não avançou com aliança com o PT neste momento, mantendo a candidatura independente.
Gabriel Azevedo (MDB), atual interlocutor com o PT em parte de sua estratégia, negocia aproximações com líderes petistas e partidos da base, como PV e PSB. A decisão sobre apoio formal ainda não está definida, e o político tem avaliação mista dentro da legenda.
Mateus Simões (PSD), atual governador, busca a reeleição após ter assumido o cargo quando Romeu Zema deixou o governo para concorrer ao Planalto. Pesquisas apontam desconhecimento de boa parte do eleitorado, mas o candidato aposta em manter o apoio de aliados para consolidar o palanque.
Cleitinho Azevedo pode anunciar sua decisão apenas após a Copa do Mundo, conforme declarou. Caso não concorra, o PL trabalha com a alternativa de Vittorio Medioli (PL), ex-prefeito de Betim, já cogitado como possível vice na chapa.
Jarbas Soares Júnior (PSB) aparece como pré-candidato após Rodrigo Pacheco (PSD) não concorrer ao governo de MG. O PSB também mira apoio do PT para uma eventual aliança governista, além do respaldo de aliados na região.
Ben Mendes (Missão), advogado e influenciador ligado ao MBL, é o primeiro nome do novo partido a disputar o Executivo no estado. Indira Xavier (UP), ativista de habitação popular, concorre pela segunda vez ao governo, repetindo a tentativa de 2022.
Maria da Consolação, conhecida como Consola, é a candidata do Psol. Ela já tentou o Senado em 2006 e a Prefeitura de BH em 2012, 2016 e agora busca o Palácio Tiradentes pela primeira vez em chapa majoritária.
Túlio Lopes (PCB) participa pela terceira vez de uma eleição majoritária, após tentativas em 2014 (governo) e 2018 (Senado). Em 2014, obteve 0,26% dos votos, e em 2018 teve participação menor.
Formação de cenários e próximos passos
O PL aguarda a decisão de Cleitinho Azevedo sobre a candidatura ao governo. O senador afirmou que comunicará sua posição após a Copa do Mundo, encerrada em julho. Caso desista, a legenda trabalha com Vittorio Medioli como alternativa principal, inclusive cogitado como possível vice.
O PT atravessa fase de definição interna: há estudo para avaliar a viabilidade de apoiar uma candidatura de legenda ou de filiados. Entre os cotados, a ex-prefeita de Contagem Marília Campos surge como uma líder entre filiados, apesar de priorizar candidatura ao Senado.
Entre nomes com maior projeção, o MDB pode manter Gabriel Azevedo como opção, enquanto o PSD mantém Mateus Simões como principal nome da base governista para 2026. O PSB busca consolidar Jarbas Soares Júnior no palanque estadual, com perspectiva de apoio do PT dependendo de desdobramentos.
Os cenários ainda dependem de negociações internas, desfechos de alianças regionais e da definição de eventuais apoios que possam alterar o equilíbrio entre esquerda, centro e centro-direita no estado.
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