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Ceará é eixo de disputa entre Michelle e Flávio, considerado estratégico pelo PL

Ceará é estratégico para o PL, ampliando a crise entre Michelle e Flávio sobre aliança com Ciro Gomes e a definição do Senado

Flávio e Michelle Bolsoanro - Reprodução Redes Sociais
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  • O Ceará é considerado estratégico pelo Partido Liberal para eleger seis deputados federais e ter um senador, segundo Rogério Marinho, com definição prevista para 10 de julho.
  • Um vídeo de Michelle Bolsonaro divulgado nesta quarta-feira amplifica a crise no núcleo bolsonarista, por discordâncias sobre o apoio do PL a Ciro Gomes no Ceará.
  • Flávio Bolsonaro classificou a postura de Michelle como autoritária após ela se posicionar contrária à aliança com Ciro Gomes no estado.
  • O conflito envolve a estratégia para o Senado no Ceará: o PL quer Alcides Fernandes na chapa com apoio de Flávio, enquanto Michelle apoia Priscila Costa; decisão deve sair até o fim da convenção, em julho.
  • Michelle defende que Priscila Costa foi definida junto a Jair Bolsonaro e Valdemar Costa Neto, critica a manobra para ceder a vaga a fim de acolher Ciro Gomes e afirma que não apoiará Ciro nem quem o apoia.

O Ceará aparece como peça-chave nos planos eleitorais do PL, segundo Rogério Marinho, coordenador da pré-campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto. A sigla trabalha para ampliar a bancada federal no estado e aposta na eleição de seis deputados, além de uma vaga no Senado, conforme declaração do senador.

Segundo Marinho, o objetivo é fortalecer o bolsonarismo no Ceará, onde houve votação expressiva para o PT em 2022. O ex-presidente Lula teve larga vantagem local, com quase 70% dos votos, ante pouco mais de 30% para Jair Bolsonaro. O PL busca reverter esse cenário com apoio a candidaturas no estado.

A divulgação de um vídeo por Michelle Bolsonaro na última quarta-feira acentuou a crise interna no núcleo bolsonarista. Ela relatou desentendimentos com Flávio Bolsonaro após divergências sobre o apoio a Ciro Gomes no governo estadual, e apontou enduredimentos em ligação entre ambos.

A disputa interna também envolve a definição do nome do PL ao Senado no Ceará. O diretório estadual quer Alcides Fernandes, apoiado por Flávio, enquanto Michelle acena para a candidatura de Priscila Costa, allieda de mulher-chave no PL e ligada a Priscila Costa. A direção do PL deverá decidir entre as três opções até o fim da convenção, no final de julho.

Michelle defenderia o papel de Priscila Costa na chapa e criticaria a condução de Alcides Fernandes, citando movimentações ligadas a alianças com Ciro Gomes. Ela afirmou que a participação de Costa foi essencial para manter a presença feminina na política local e que a retirada da vaga de outra mulher levantaria contestação interna.

O impasse envolve também o alinhamento entre o ex-presidente Jair Bolsonaro, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, e as estratégias de Bolsonaro filho, com desdobramentos possíveis para alianças no Ceará no segundo semestre. A situação segue em discussão no âmbito partidário.

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