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Marília Campos vê equívoco na candidatura petista em MG e não disputará governo

Marília Campos classifica candidatura própria do PT em Minas como equívoco estratégico e defende aliança ampla, visando o Senado

Ex-prefeita de Contagem, Marília Campos (PT) defende que PT não tenha candidatura própria Foto: Luci Sallum/PMC
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  • Marília Campos afirmou que é um equívoco estratégico o PT lançar candidato próprio ao governo de Minas Gerais, posição reforçada após reunião de Lula com deputados petistas.
  • Ela é a opção preferida de Lula para liderar a chapa no segundo maior colégio eleitoral do Brasil, mas disse que não pretende abrir mão de concorrer ao Senado.
  • Em nota, a ex-prefeita afirmou que sua única disponibilidade é disputar o Senado e que esse palanque pode sustentar a reeleição de Lula.
  • Campos pediu uma aliança ampla e competitiva, reunindo PT com PCdoB, PV, PSB, MDB, REDE, PSOL e PDT, em vez de uma candidatura própria ao governo.
  • A estratégia busca evitar o desgaste associado à gestão de Fernando Pimentel e fortalecer a base de apoio ao presidente no Congresso, segundo a reportagem.

Marília Campos, ex-prefeita de Contagem, chamou de equívoco estratégico a decisão do PT de lançar candidatura própria ao governo de Minas Gerais. A avaliação veio após a reunião de Lula com deputados do partido na quarta-feira, 24, em Brasília.

Ela explica que foi votada por Lula para liderar a chapa petista no maior colégio eleitoral do interior. No entanto, Marília afirma que não pretende ceder e que sua pré-candidatura ao Senado seria a única disponibilidade compatível com seu objetivo político.

Marília diz que a candidatura própria fragiliza o campo democrático e popular em Minas. Defende que o PT oriente uma base ampla, com alianças a partir de PCdoB, PV, PSB, MDB, REDE, PSOL e PDT, fortalecendo o palanque de Lula sem polarizar o estado.

Cenário estratégico em Minas

A ex-prefeita aponta que as pesquisas indicam dificuldade de consolidar uma candidatura competitiva ao Executivo mineiro pelo PT. A ideia é evitar o desgaste de administrações anteriores, como a de Fernando Pimentel, e buscar convergência com outras forças.

A falta de acordo ganhou mais contornos após Rodrigo Pacheco recusar o convite para concorrer a governador. Também houve tentativas de aproximação com Alexandre Kalil, que não avançaram.

Marília já se aproximou de Gabriel Azevedo, ex-presidente da Câmara de Belo Horizonte e pré-candidato do MDB ao governo. A atuação do emedebista tem provocado resistência entre deputados petistas.

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