Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MP deflagra operação contra família acusada de fraudar contratos de lixo no RS

Operação do Ministério Público mira família suspeita de fraudar licitações de lixo em quinze cidades gaúchas, com prejuízo estimado até 20 milhões

Foto: MPRS / Porto Alegre 24 horas
0:00
Carregando...
0:00
  • Ministério Público do Rio Grande do Sul deflagrou a Operação Reciclagem contra um grupo familiar suspeito de fraudar licitações e contratos de coleta e destinação de resíduos em pelo menos quinze municípios gaúchos.
  • A investigação aponta licitações simuladas para garantir contratos com prefeituras, seguidas de fraudes na execução dos serviços.
  • O esquema teria causado prejuízo de até vinte milhões de reais aos cofres públicos; alguns contratos sob investigação chegam a setenta e quatro milhões de reais.
  • Ao todo, são onze mandados de busca e apreensão e nove pessoas investigadas; o grupo atuaria em cidades como Rosário do Sul, Santo Antônio da Patrulha, Torres, Novo Hamburgo e Xangri-Lá, entre outras.
  • Medidas cautelares impedem os investigados de participar de novas licitações e de firmar contratos com o poder público, além de restrições de deslocamento; as prefeituras são tratadas como vítimas.

O Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) deflagrou nesta quinta-feira uma operação contra um grupo suspeito de fraudar contratos de lixo em pelo menos 15 cidades do estado. A ação envolve 11 mandados de busca e apreensão, cumpridos em várias cidades, e mira práticas de licitações simuladas e irregularidades na execução dos serviços de coleta e destinação de resíduos.

Segundo as apurações, empresas controladas por membros da mesma família teriam participado de licitações simulando concorrência para obter contratos com prefeituras gaúchas. Após a contratação, o grupo seria responsável por fraudes na execução dos serviços, elevando os valores pagos pelos municípios.

A operação, batizada de Reciclagem, envolve o cumprimento de mandados em residências e em sedes de empresas localizadas em Torres, Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, Rosário do Sul, Vacaria, Taquara, Arroio do Sal e Bom Jesus. Ao todo, nove pessoas são investigadas.

Os contratos sob investigação somam valores expressivos, com cifras que podem chegar a 74 milhões de reais. As apurações apontam que propostas de supostos concorrentes teriam sido elaboradas a partir de um mesmo computador em alguns casos, reforçando a suspeita de combinação de resultados.

Entre as irregularidades identificadas pela investigação estão cobranças duplicadas, pesagens repetidas de caminhões e registros de serviços que, segundo o MPRS, não teriam sido efetivamente realizados. Tais indícios ajudam a sustentar as denúncias de fraude.

Os investigados podem responder por organização criminosa, fraude em licitações, fraude em contratos administrativos, corrupção, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A Justiça também impôs medidas cautelares, impedindo participação em novas licitações e firmar contratos com o poder público, além de restrições de deslocamento.

Em nota, o MPRS informou que as administrações municipais não são alvo direto da operação e são tratadas como vítimas das supostas fraudes. O andamento das investigações deverá trazer novos desdobramentos sobre o caso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais