- Ministério Público de São Paulo e Polícia Civil deflagraram a operação Última Parada, com cinco prisões, incluindo o vereador Senival Moura (PT-SP), ligada a um suposto esquema de lavagem de dinheiro do PCC no transporte público deSão Paulo.
- A investigação aponta que a Transunião Transportes S.A. era usada para lavar recursos da facção, com um núcleo paralelo tomando decisões relacionadas à empresa.
- A Justiça determinou o bloqueio de R$ 194 milhões, o sequestro de 117 veículos e o bloqueio de 21 imóveis, além do sequestro de três embarcações; diretores foram afastados e houve comunicação à prefeitura para medidas administrativas.
- Os mandados foram cumpridos em São Paulo, na Grande São Paulo e em Extrema (Minas Gerais); entre os alvos estão o presidente da Transunião, Lourival Monário, e outros operadores.
- A operação tem vínculos com desdobramentos de esquemas investigados nas ações Carbono Oculto, Vérnix e Mafiusi, ligadas ao PCC.
Na última quinta-feira (25 jun 2026), o Ministério Público de São Paulo e a Polícia Civil deflagraram a operação Última Parada, que mira um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo o PCC no transporte público de São Paulo. Cinco alvos foram presos, entre eles o vereador Senival Moura (PT-SP) e o presidente da Transunião Transportes S.A. A ação também envolve integrantes da facção e dirigentes da empresa.
A operação é realizada pelo DEIC, da Polícia Civil, em parceria com Gaeco, do Ministério Público, e teve mandados cumpridos na capital, na Grande São Paulo e em Extrema (MG). Ao todo, são 5 prisões temporárias e 103 buscas e apreensões, segundo as informações divulgadas pela investigação.
Medidas judiciais e dados da apuração
O Ministério Público e a polícia apontam que a Transunião teria servido como veículo para lavagem de dinheiro do PCC. As autoridades destacam que a empresa recebeu mais de R$ 300 milhões do sistema de transportes de SP em 2025. Foram determinados bloqueios de ativos, com o sequestro de 117 veículos e 21 imóveis, além do afastamento de diretores da empresa.
Investigadores afirmam que haveria um núcleo paralelo responsável por decisões ligadas à Transunião, incluindo a transferência de recursos para criminosos associados ao PCC. Também há suspeitas sobre alterações societárias, com o capital social aumentando de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem origem clara dos recursos.
Conexões e desdobramentos
O MPSP aponta semelhanças entre o circuito identificado na operação Última Parada e outros casos de fiscalizações anteriores, que envolveram laundering de recursos ligados ao PCC. As autoridades destacam que o objetivo foi desarticular a prática e impedir a continuidade de operações ligadas à concessão de transporte público.
O Poder360 buscou a defesa de Senival Moura para comentário, sem retorno até a publicação. A reportagem manterá o texto atualizado caso haja manifestação oficial. As informações oficiais apontam para medidas administrativas e regulatórias, incluindo intervenção administrativa em conjunto com a Prefeitura de São Paulo.
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