- O Tribunal de Justiça absolveu dois dos três réus do caso de Ana Beatriz Schelter; o Ministério Público de Santa Catarina vai recorrer.
- O promotor Jonnathan Augustus Kuhnen, que atuou no júri, afirmou que as provas apontam participação dos acusados nos crimes, o que discorda do veredito.
- Um réu, de 63 anos, estaria diretamente envolvido nas violências que resultaram na morte; o outro, de 55 anos, teria interferido na investigação, alterando elementos de prova. Ambos foram absolvidos.
- Já havia sido condenado o terceiro envolvido, em maio, a cinquenta e oito anos e nove meses de prisão em regime fechado, mais nove meses e vinte e seis dias em regime semiaberto, por estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual.
- Investigação mostrou que o principal réu era conhecido da família, acompanhava a rotina da vítima e, no dia do crime, dois acusados ofereceram carona; o corpo foi encontrado em contêiner às margens da BR-470, em Rio do Sul, no Vale do Itajaí, em março de 2016.
O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) anunciará recurso contra a absolvição de dois réus no caso de Ana Beatriz Schelter, menina de 12 anos que sofreu violência sexual e morreu por asfixia em 2016, em Rio do Sul. O Tribunal de Justiça do Estado condenou apenas um dos três investigados, na sessão desta quinta-feira (25).
O promotor Jonnathan Augustus Kuhnen, que atuou no júri, sustenta que as provas apontam a participação dos dois absolvidos nos crimes, inclusive na violência sexual contra a vítima. A defesa de um dos réus já havia alegado ausência de autoria direta.
Já o terceiro envolvido no caso havia sido condenado em maio deste ano pelos crimes de estupro de vulnerável, homicídio qualificado e fraude processual, somando 58 anos e nove meses de prisão em regime fechado, mais quase um ano em regime semiaberto.
Detalhes do caso e investigações
A investigação mostrou que o principal réu era conhecido da família e acompanhava a rotina da vítima, o que facilitou o crime. A apuração indicou atuação de exploração sexual por parte dos denunciados.
No dia do crime, dois homens ofereceram carona à adolescente durante o trajeto até a escola. Conforme o inquérito, o grupo levou a vítima a um local não identificado, onde aconteceram os crimes.
O crime ocorreu por volta das 13h de 2 de março de 2016, em Rio do Sul, no Vale do Itajaí. O corpo da menina foi encontrado no dia seguinte dentro de um contêiner às margens da BR-470.
Desfecho judicial anterior
O laudo pericial confirmou violência sexual e morte por asfixia. Inicialmente, a cena foi insinuada como suicídio por enforcamento, hipótese posteriormente descartada pelos investigadores.
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