Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Dino determina que oito estados corrijam planos contra incêndios

Supremo Tribunal Federal fixa prazo de trinta dias para oito estados corrigirem planos de combate a incêndios; gargalos de pessoal e sistemas obsoletos atrasam o Cadastro Ambiental Rural e a fiscalização

Planos estaduais analisados revelam uma série de gargalos estruturais e metas desproporcionais que demandam correção imediata - (crédito: Rosinei Coutinho/STF)
0:00
Carregando...
0:00
  • O ministro Flávio Dino determinou prazo de trinta dias para oito estados da Amazônia Legal e do Pantanal corrigirem seus planos de combate a incêndios: Acre, Amazonas, Amapá, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Roraima e Tocantins.
  • A decisão, dentro da ADPF 743, homologou apenas os planos apresentados por Mato Grosso e Pará, com foco no avanço do Cadastro Ambiental Rural (CAR).
  • A União deverá, em até sessenta dias, notificar titulares de CARs com área superior a quatro módulos fiscais em terras indígenas e unidades de conservação federais; os estados ficam responsáveis pelos cadastros pendentes sem território federal.
  • A análise automatizada dos cadastros é apontada como única solução viável para cerca de dez milhões de registros, diante de gargalos com pessoal e tecnologia. A União tem até vinte dias para apresentar informações sobre as bases de referência.
  • Os planos mostram várias falhas: gargalos de pessoal e dados desatualizados em estados como Acre, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins, com Mato Grosso e Pará apresentando maior maturidade tecnológica.

Flávio Dino, ministro do STF, determinou que oito estados da Amazônia Legal e do Pantanal corrijam seus planos de combate a incêndios em 30 dias. A decisão, no âmbito da ADPF 743, visa aprimorar a fiscalização e enfrentar o risco maior com El Niño.

O tribunal homologou os planos de Mato Grosso e Pará, destacados como mais maduros. A análise aponta o Cadastro Ambiental Rural como eixo central para governança territorial e ambiental na região.

A União ficará responsável por notificar titulares de CAR com área acima de quatro módulos em terras indígenas e unidades federais em até 60 dias. Demais cadastros ficam a cargo dos estados.

A análise automatizada é destacada como solução viável para quase 10 milhões de registros, diante da deficiência humana para o processamento. A União deverá apresentar, em 20 dias, avaliações das bases de referência hidrografia, relevo e solo.

Gargalos e planos estaduais

No Acre, a meta de 4.000 análises anuais contrasta com o histórico de 1.400 validações, e a sobreposição geoespacial atinge 91,1% dos cadastros. O estado enfrenta gargalos de capacidade técnica e cartográfica.

Amazonas registra passivo de 50.775 cadastros na fila, mais 21.119 aguardando respostas, com apenas 11 analistas atuando nos próximos 24 meses. Falta de recursos humanos compromete o ritmo.

Maranhão mantém apenas dois servidores efetivos para 367.139 registros pendentes, representando 90,87% da base estadual. Ponto crítico para a conclusão das validações.

Mato Grosso do Sul apresenta 20 analistas temporários entre 31, com 55.785 cadastros na fila. Não houve entrega de matriz de riscos operacionais e orçamentários.

Amapá validou 1,05% de seu total (74.113 ha de 7,09 milhões) e tem 2.064 cadastros de alta criticidade por sobreposição com áreas protegidas.

Roraima tem 36% do universo prioritário validado, com 8.596 imóveis ainda sem validação devido a desmatamento recente.

Rondônia opera com passivo próximo de 127.880 cadastros em sistema considerado obsoleto, sem acesso ao código-fonte para atualizações.

Tocantins tem base cartográfica de referência desatualizada desde 2015; 97,1% da base ativa (92 mil imóveis) aguarda análise.

Matogrosso e Pará aparecem como referência, com maior maturidade tecnológica. Mato Grosso usa CAR Digital 2.0 e já validou 32,73% da área. Pará projeta 8 mil análises mensais com 151 profissionais.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais