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Estupro virtual: o que é e o aumento de denúncias em um ano

Denúncias de violência digital contra mulheres crescem quase 190% em um ano; estupro virtual passa a ser denunciado no Ligue 180

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  • Denúncias de violência digital contra mulheres cresceram quase 190% em um ano, segundo dados do Ministério das Mulheres.
  • O governo incluiu denúncias de estupro virtual na Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180.
  • O crime pode envolver ameaças, constrangimento, chantagem ou manipulação para forçar atos de cunho sexual.
  • A advogada Danièle Akamine diz que o aumento ocorre pela maior conscientização e pelo crescimento de casos em 2025, com recordes de feminicídios no país.
  • Sobre estupro virtual, há lei para menores; para mulheres adultas ainda não existe tipo penal específico, o que deixa a punição um caminho ainda longo.

O que aconteceu: denúncias de violência digital contra mulheres cresceram significativamente no último ano, levando o governo a incluir o estupro virtual na Central de Atendimento à Mulher, o Ligue 180. A medida passa a aceitar relatos desse tipo de violência pela central.

Quem está envolvido: a advogada Danièle Akamine destaca que o aumento está associado tanto à conscientização das vítimas quanto ao crescimento de casos de violência de gênero na internet. Ela também aponta lacunas legais envolvendo o estupro virtual para mulheres adultas.

Quando e onde ocorreram os fatos: o movimento de denúncias ganhou força ao longo de 2025 e se consolidou neste ano, com a ampliação da viabilidade de registrar ocorrências no Ligue 180. A orientação é que as denúncias sejam feitas por meio da central, independentemente do local geográfico da vítima.

Por quê: a advogada explica que o estupro virtual envolve envio de mensagens com insinuação sexual, coerção ou manipulação para estimular atos de cunho sexual. Em leis, o tipo penal já existe para menores de idade, mas não para mulheres adultas, o que amplifica a necessidade de aperfeiçoamento legal.

Contexto e desdobramentos

Apesar de o conceito jurídico já contemplar casos envolvendo menores, a ausência de tipificação específica para mulheres adultas gera caminho ainda aberto para responsabilização. A ampliação de denúncias ocorre em meio a dados nacionais que mostram uma escalada da violência de gênero na internet e, no mesmo período, recordes anteriores de feminicídio.

Segundo especialistas, a combinação entre maior conscientização e maior incidência de ataques virtuais eleva a demanda por respostas eficazes das autoridades. A dinâmica digital envolve ameaças, constrangimentos, chantagens e manipulação para forçar atos sexuais por meio de mensagens indesejadas.

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