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Jerônimo defende Jaques Wagner, alvo de operação da PF

Governador da Bahia defende Jaques Wagner em operação da PF; buscas apreenderam dólares e relógios de luxo, e o senador afirma inocência e manterá apoio a Lula

"Nós vamos provar que, se você tem um erro na vida, para eles o erro é cuidar de pobre e dedicar a sua vida", discursou Jerônimo - (crédito: Divulgação/Jerônimo Rodrigues)
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  • O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), saiu em defesa do senador Jaques Wagner (PT-BA) durante evento em Barreiras, Bahia, após a 9ª fase da Operação Compliance Zero.
  • Wagner é investigado por suspeitas de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro; a PF cumpriu busca e apreensão na residência dele em Brasília, onde foram encontrados dólares e relógios de luxo.
  • Wagner deixou a liderança do governo no Senado na quarta-feira, afirmando que se dedicará à defesa própria e à reeleição do presidente Lula.
  • Em relação aos valores apreendidos, Wagner disse que as diárias pagas pelo Senado justificam o dinheiro encontrado, e que parte é proveniente de diárias no exterior; ele negou irregularidades e explicou perdas e aquisições de imóveis com auxílio de terceiros.

O governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), defendeu publicamente o senador Jaques Wagner (PT-BA) diante da 9ª fase da Operação Compliance Zero, que apura o Caso Master. O ato ocorreu em Barreiras, no interior baiano, com Jerônimo ao lado de Wagner, seu aliado de longa data, para afirmar a inocência do interlocutor.

Jerônimo ressaltou que Wagner já se encontrou com o presidente Lula e afirmou que o objetivo é defender Brasil e Bahia. O governador enfatizou que, se houve erro na vida, não pode justificar ações contra quem cuida de pessoas pobres, reafirmando confiança no amigo.

Wagner é alvo de investigações que envolvem corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Na semana anterior, agentes da PF estiveram na residência do senador em Brasília e apreenderam US$ 49 mil em espécie, cerca de R$ 250 mil, além de relógios de luxo. Ele deixou a liderança do governo no Senado na quarta, após reunião com Lula.

O parlamentar explicou, em declarações à imprensa, que parte dos valores representa diárias recebidas pelo Senado, que teriam sido pagas em dólar e encaminhadas em envelopes com o timbre da Casa. Segundo Wagner, viagens ao exterior desde 2019 renderam aproximadamente R$ 70 mil em diárias.

Sobre o apartamento apreendido, Wagner afirmou ter buscado apoio do empresário Augusto Lima, sócio de Daniel Vorcaro no Banco Master, para aquisição do imóvel, destinado à filha, ainda em construção. A recompra seria prevista, segundo o senador, para viabilizar o negócio sem transferência de patrimônio para ele.

Wagner também mencionou que parte do dinheiro de diárias foi recebida em espécie e que parte do imóvel seria financiada ou vendida para complementar a compra, negando qualquer transferência irregular. Augusto Lima também foi alvo da PF na mesma ação.

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