- Jerônimo Rodrigues chorou durante um evento em Barreiras (BA) ao defender Jaques Wagner, dizendo que confiam nele.
- Wagner admitiu ter proximidade com Augusto Lima, empresário e ex-sócio do Banco Master, após a deflagração de uma nova etapa da operação Compliance Zero.
- O senador deixou a liderança do governo no Senado em 24 de junho; ele afirmou que precisa provar a inocência e que continuará na reeleição de Lula e de Jerônimo, além da candidatura de Rui Costa ao Senado.
- A 9ª fase da Compliance Zero, deflagrada em 18 de junho, investiga possível participação de Wagner em irregularidades envolvendo o sistema financeiro, com 18 mandados de busca e apreensão.
- As ações atingiram Bahia, São Paulo e Distrito Federal, com medidas cautelares como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaportes, apontando possíveis crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.
Na Bahia, o governador Jerônimo Rodrigues (PT) chorou nesta sexta-feira, 26 de junho de 2026, durante evento em Barreiras ao defender o ex-líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA). O momento ocorreu após Wagner admitir ligações com um empresário ligado a um antigo sócio do Banco Master.
Jerônimo declarou que confia em Wagner e que o policial ou o político falharam apenas se esse erro for de cuidar dos pobres e de dedicar a vida pública. O governador reforçou apoio ao aliado, em tom emocionado, no púlpito do evento.
Jaques Wagner havia reconhecido a proximidade com o empresário Augusto Lima, em meio à nova fase da operação Compliance Zero deflagrada pela Polícia Federal em 18 de junho. Wagner deixou a liderança do governo no Senado em 24 de junho. Ele afirmou que trabalha para provar a inocência e manter suas candidaturas.
ALVO DA PF
A 9ª fase da operação Compliance Zero investiga possível participação de agentes públicos em irregularidades envolvendo instituições do sistema financeiro. Ao todo, foram cumpridos 18 mandados de busca e apreensão na Bahia, em São Paulo e no Distrito Federal, além de medidas cautelares como proibição de contato entre investigados e suspensão de passaportes.
Segundo a PF, os fatos apurados podem configurar corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. A investigação envolve a participação de pessoas ligadas a empresas do setor financeiro. Não houve conclusão sobre responsabilização de Wagner ou de outros investigados até o momento.
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