- Lula afirmou em Itajaí (SC) que o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), “não quis” fazer parceria com o governo federal para obras de R$ 24 bilhões no estado.
- Durante a cerimônia de retomada da indústria naval, o presidente disse que “não sei nem o nome dele” e que o governador nunca teve coragem de comparecer a um evento do governo federal.
- Lula classificou a ausência do governador como “falta de respeito” e questionou o porte da responsabilidade dele, citando o comentário sobre a cabeça e a massa encefálica.
- O presidente pediu explicação sobre a foto que o governador tirou segurando uma metralhadora durante a campanha.
- No trecho sobre Santa Catarina, Lula mencionou o combate ao racismo e à “síndrome de grandeza”, e também criticou a privatização da BR Distribuidora e o desmonte da indústria naval.
Em Itajaí (SC), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), não quis firmar parceria com o governo federal para obras de 24 bilhões de reais no estado. A declaração ocorreu durante a cerimônia de retomada da indústria naval.
Lula disse não saber nem o nome do governador e acusou a ausência dele em eventos do governo federal. A fala ocorreu na tarde desta sexta-feira, durante o ato em Itajaí.
O presidente aproveitou para criticar a ausência do governador na cerimônia e questionar o que chamou de falta de coragem de comparecer aos eventos federais. Também mencionou a necessidade de respeito às autoridades e da participação do estado em projetos nacionais.
Ainda no discurso, Lula pediu explicações sobre uma foto em que o governador aparece segurando uma metralhadora durante a campanha, afirmando que o tema merece esclarecimento público.
O presidente tratou de temas sociais, afirmando que não se pode permitir o racismo no estado e rejeitando a ideia de hegemonia de um grupo. Mencionou a riqueza de Santa Catarina como fator a ser considerado de forma equilibrada.
Petrobras e indústria naval
Durante a fala, Lula voltou a criticar a privatização da BR Distribuidora. Segundo ele, a Petrobras deve ter papel central na distribuição de combustíveis para o povo. O presidente disse que o país só deve importar o que não puder produzir internamente e questionou os benefícios da privatização. Também citou o desmonte da indústria naval como tema additional ao debate.
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