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PL encara desafio de indicar vice mulher para Flávio Bolsonaro

PL busca vice mulher para Flávio Bolsonaro, mas encontra dificuldade de nomes fora do partido e cenário de apoio fragmentado

Flávio
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  • O PL decidiu reforçar a aposta em uma vice mulher para fechar a chapa de Flávio Bolsonaro e conquistar o eleitorado feminino, sobretudo após vídeos divulgados por Michelle Bolsonaro.
  • Quatro políticas mulheres foram aventadas: Priscila Costa (CE), deputada do PL Mulher, Júlia Zanatta (SC) e Bia Kicis (DF) — cotadas por proximidade com o entorno de Flávio; a indicação de Priscila já gerou tensão no Ceará.
  • Internamente, há resistência a uma chapa puramente do PL e, em alguns setores, a ideia é buscar candidata de outro partido para ampliar votos.
  • A senadora Teresa Cristina, do PP, aparece como favorita externa, mas afastou a possibilidade de deixar o Senado; PP, Progressistas e União Brasil mantêm posição de resistência a apoiar Flávio.
  • O cenário aponta para apoio fragmentado em diferentes estados, com decisões de alinhamento a depender das estratégias locais e da possibilidade de ampliar votos fora do partido.

O PL reforçou a aposta em uma vice mulher para fechar a chapa de Flávio Bolsonaro, buscando ampliar o apoio feminino após vídeos envolvendo Michelle Bolsonaro. A medida visa reduzir a resistência entre eleitoras, diante do cenário eleitoral atual.

Desde o anúncio da pré-candidatura, quatro mulheres foram avaliadas para o posto. Três são deputadas do próprio PL. Priscila Costa (CE), vice-presidente do PL Mulher, era cogitada e chegou a ser avaliada como senadora por Michelle. O episódio gerou tensões e racha interno no Ceará.

Também ganharam força Júlia Zanatta (SC) e Bia Kicis (DF), segundo interlocutores da legenda. Contudo, críticos apontam que as deputadas dariam poucos votos, por serem de estados com apoio já favorável a Flávio. No PL, há quem prefira uma vice de outro partido.

Entre partidos

A senadora Teresa Cristina (PP) aparece como favorita para o posto dentro de alguns setores, mas afastou a possibilidade de sair da disputa pelo Senado. A ala do Progressistas e do União Brasil atua com reservas, em razão de desentendimentos com o próprio PP e com a PF envolvendo Ciro Nogueira.

Essa fricção interna reflete a cautela do PL diante da aliança. O partido costuma manter neutralidade e permitir que decisões evoluam de acordo com as realidades estaduais. Nesse quadro, o apoio a Flávio pode ficar segmentado por região.

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