- Manuel Adorni, chefe de Gabinete da Argentina, renunciou ao presidente Javier Milei no dia 27, pressionado por investigações e críticas.
- Ele admitiu, há duas semanas, ter omitido US$ 500 mil em suas declarações de bens.
- A Justiça, a oposição e aliados do governo exigem esclarecimentos sobre a origem do dinheiro relacionado à omissão.
- Adorni negou corrupção e disse que o valor veio de investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018, garantindo que pagará os impostos devidos.
- Na semana passada, ele já havia deixado o cargo de porta-voz presidencial; Karina Milei, irmã do presidente, comentou sobre o momento difícil enfrentado pela família.
O chefe de Gabinete da Argentina, Manuel Adorni, renunciou ao presidente Javier Milei neste sábado, 27, em Buenos Aires. O anúncio ocorre após ele admitir ter omitido US$ 500 mil de suas declarações de bens, em meio a investigações por suposto enriquecimento ilícito.
Adorni, de 46 anos, era próximo a Milei e estava no cargo desde dezembro de 2023. A crise envolve compras de imóveis e viagens de alto custo após a posse do governo, ampliando a pressão política e judicial sobre o governo.
O ex-funcionário afirmou que houve erro ao não declarar o montante e que pretende regularizar a situação, incluindo possíveis impostos. A declaração foi atribuída a investimentos em criptomoedas entre 2014 e 2018.
A origem do dinheiro continua sob escrutínio de Judiciário, oposição e aliados do governo. Na semana passada, Adorni já havia deixado o cargo de porta-voz presidencial, função que exercia informalmente.
Karina Milei, irmã do presidente e secretária da Presidência, reforçou apoio à decisão em publicação no X, destacando o momento difícil enfrentado pela família.
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