- Marília Campos elogiou os pré-candidatos a governador Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares (PSB) durante agenda em Montes Claros (MG).
- Ela afirma ser pré-candidata ao Senado e disse que tratará do tema com Edinho Silva, presidente do PT, ainda neste fim de semana.
- Campos defende uma frente ampla com MDB, PSB e PDT, mantendo a intenção de disputar o Senado e apoiar uma chapa liderada por um dos blocos.
- A ex-prefeita não participou de agendas de Lula em Minas recentemente, o que alimentou a leitura de descontentamento com a articulação do PT e de Lula.
- Azevedo e Soares elogiaram a postura de Campos; Soares afirmou que votará nela para senadora, e Azevedo destacou disposição para construir a aliança.
Marília Campos (PT), ex-prefeita de Contagem, participou de uma agenda em Montes Claros (MG) neste sábado, 27, em meio à pressão para que concorra ao governo de Minas. Ela elogiou Gabriel Azevedo (MDB) e Jarbas Soares (PSB) e manteve o tom de diálogo com o PT.
Ao fim do evento, os três concederam entrevista à imprensa. Campos reiterou a pré-candidatura ao Senado e informou que discutirá o tema em conversa ainda neste fim de semana com Edinho Silva, presidente nacional do PT, que veio a Minas para tratar da possibilidade de a ex-prefeita disputar o Palácio Tiradentes.
A ex-prefeita afirmou estar aberta a uma frente ampla com MDB, PSB e PDT, que aponta Alexandre Kalil (PDT) como pré-candidato ao governo. Campos sinalizou que pretende manter a candidatura ao Senado, enquanto Jovem chapa reúne ou define o nome para o governo.
Gabriel Azevedo elogiou Campos, dizendo que ela demonstra compromisso com a aliança e com as propostas para Minas. O MDBista ressaltou a disposição de construir a coalizão mencionada pela ex-prefeita, destacando o diálogo como fundamento da composição.
Jarbas Soares também comentou a participação de Campos, destacando a coragem das posições assumidas. O PSB afirmou que votaria em Campos para o Senado e elogiou a capacidade de diálogo com diferentes instituições e partidos.
Na conjuntura, o processo de coalização ainda enfrenta resistência interna. Fontes associadas ao PT mineiro indicam que Lula tem pressionado por uma definição de palanque, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) tende a apoiar Cleitinho Azevedo (Republicanos), que só deverá decidir após a Copa do Mundo.
Moderação e continuidade do processo de construção da frente ampla permanecem como elementos centrais. A definição de nomes para governo, Senado e a bancada de deputados envolve negociações entre MDB, PSB, PDT e PT, com base em propostas e acordos regionais.
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