- Lula lança a nova etapa do programa Desenrola voltada aos adimplentes, com renegociação de débitos em atraso usando juros e prazos mais atraentes, em cerimônia no Planalto.
- O objetivo é premiar quem está em dia com as contas e oferecer alívio a famílias que pagam em dia, mas enfrentam juros elevados.
- A Federação Brasileira de Bancos criticou a medida, dizendo que o Desenrola Adimplentes pode incentivar a inadimplência e representar um programa genérico.
- O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que a iniciativa reforça a adimplência e ajudará quem tomou créditos a juros altos, mantendo o pagamento em dia.
- A ampliação ocorre perto do início do período de defeso eleitoral, quando a publicidade de atos públicos fica proibida até 4 de julho.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta segunda-feira a ampliação do programa Desenrola para contemplar os adimplentes. A cerimônia ocorreu no Planalto, onde o governo detalhou a nova fase voltada a renegociar dívidas com juros e prazos mais atrativos. A medida visa incentivar a adimplência entre quem paga as parcelas em dia.
A versão expandida do Desenrola busca beneficiar clientes que já mantêm as contas em dia, mas enfrentam juros elevados ou prazos longos. O objetivo é aliviar o peso mensal das dívidas e manter famílias no caminho de quitar compromissos formados anteriormente.
A novidade foi anunciada pelo próprio presidente e pelo ministro da Fazenda, Dário Durigan, que já havia sinalizado a medida em semanas anteriores. Durigan ressaltou que a ideia é apoiar quem tem condições de pagar, oferecendo condições mais justas para regularizar ou manter os pagamentos.
Contexto e reação
A ampliação provocou críticas de representantes do setor financeiro. A Federação Brasileira de Bancos aponta resistência da indústria e vê o programa como genérico, questionando impactos econômicos da repactuação para dívidas sem atraso.
O governo, por sua vez, defendeu que a iniciativa premia bons pagadores e não incentiva o atraso. Dados oficiais indicam que a proposta busca manter a carteira adimplente em meio a juros elevados, oferecendo fôlego financeiro aos consumidores.
Implicações eleitorais
A nova etapa acontece pouco antes do defeso eleitoral, quando a publicidade de atos públicos fica restrita. A legislação veda campanhas oficiais até três meses antes do primeiro turno, marcado para 4 de julho. A gestão afirma que a medida é técnica e de interesse público.
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