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PF indica diretor-presidente da ANM por esquema de mineração ilegal

PF indiciou Mauro Henrique Moreira Sousa, presidente da Agência Nacional de Mineração, e outros 16 por esquema de mineração ilegal na Serra do Curral, MG

Mauro Henrique Moreira Sousa, presidente da ANM
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  • A Polícia Federal indicou Mauro Henrique Moreira Sousa, presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), e outras dezesseis pessoas em um esquema de mineração ilegal na Serra do Curral, em Minas Gerais, durante a Operação Parcours.
  • Os indiciados teriam utilizado planos de recuperação ambiental para mascarar a exploração de minério na Mina Granja Corumi, área tombada e protegida.
  • Empresários, servidores públicos, consultores e geólogos são apontados como operadores do esquema, segundo o inquérito.
  • As atividades ilegais teriam causado danos ambientais na Serra do Curral, que já enfrenta degradação relacionada à mineração.
  • A ANM informou que a atuação institucional seguia determinações da Justiça Federal e o processo de fechamento definitivo da mina.

A Polícia Federal indicou Mauro Henrique Moreira Sousa, presidente da Agência Nacional de Mineração (ANM), e mais 16 pessoas em um caso de mineração ilegal na Serra do Curral, em Minas Gerais. Os indiciados fazem parte da chamada Operação Parcours, que apura fraude em planos de recuperação ambiental da Mina Granja Corumi.

Segundo a PF, empresários, servidores públicos, consultores e geólogos teriam mascarado a retirada de minério de ferro sob a justificativa de fechamento e recuperação ambiental, utilizando documentos que não refletiam a prática real de extração. A Mina Granja Corumi fica em área tombada e de proteção ambiental.

A investigação aponta que esquemas dentro da ANM teriam favorecido as empresas envolvidas, facilitando a continuidade das operações de forma irregular. As ações teriam causado danos ambientais na Serra do Curral, já marcada por degradação associada à mineração.

Implicados e contexto

A ANM informou que a atuação institucional seguiu as determinações da Justiça Federal e o processo de fechamento definitivo da mina foi conduzido na esfera administrativa. A PF não detalhou o andamento das diligências ou as próximas etapas do inquérito.

Entre os indiciados, além de Mauro Sousa, estariam envolvidos profissionais do setor privado e servidores públicos, responsáveis por emitir, revisar ou homologar documentos ligados aos planos de recuperação ambiental. O caso segue sob investigação.

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