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Psicólogos denunciam perseguição e assédio por serem cristãos

Perseguição a psicólogos cristãos ganha ênfase na discussão sobre a resolução do CFP, com denúncias, assédio e abandono da profissão

Após ser notificada por um Conselho Regional de Psicologia, Gisele publicou um vídeo em seu Instagram que gerou grande repercussão entre colegas que estavam na mesma situação, mas trouxe também muita hostilidade. (Foto: Reprodução/Instagram/giselecamps)
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  • Psicólogos cristãos relatam denúncias, ameaças e assédio por manifestar a fé em redes sociais e em espaços públicos, mesmo sem ligar crenças ao atendimento clínico.
  • A discussão envolve a Resolução n° sete de dois mil e vinte e três do Conselho Federal de Psicologia, que proíbe associar a prática profissional a crenças religiosas, visando laicidade e neutralidade.
  • A norma é levada ao Supremo Tribunal Federal; o julgamento começou no plenário virtual, foi transferido para o plenário físico em abril de dois mil e vinte e seis, sem data para retomada; o relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela validade.
  • Casos citados: Fernanda Ferreira Junqueira cancelou o registro no Conselho Regional de Psicologia em dois mil e vinte e cinco após pressão; Gisele Campos Martins Matias recebeu notificação do CRP em dois mil e vinte e cinco e relatou hostilidade.
  • Discursos sobre ideologia nos conselhos motivam perseguição; estudantes e profissionais relatam pressão para assinar Termo de Ajustamento de Conduta e argumentam que é possível manter crença fora do consultório sem prejudicar a ética profissional.

Psicólogos cristãos têm relatado denúncias, ameaças e assédio por manifestarem sua fé nas redes sociais e em espaços públicos. Eles afirmam que não associam crenças ao atendimento de pacientes, mas ainda assim enfrentam pressão.

A controvérsia envolve a Resolução nº 7/2023 do CFP, que proíbe associar o exercício profissional a crenças religiosas. O CFP sustenta que a medida preserva laicidade e neutralidade da psicologia. A norma é alvo de ações no STF.

O julgamento no STF começou no plenário virtual e foi transferido para o plenário físico em abril de 2026, sem data para retorno. O relator, ministro Alexandre de Moraes, votou pela validade da norma.

Elementos do tribunal e críticas

Críticos da resolução argumentam que ela viola liberdade religiosa e de consciência. A Gazeta do Povo aponta que a norma tem servido para perseguir psicólogos cristãos, sem atingir profissionais de outras crenças.

Fernanda Ferreira Junqueira, de João Pessoa, pediu o cancelamento do registro no CRP em 2025, após 15 anos de atuação. Ela relata ataques de colegas e estudantes, que marcaram seu CRP e tentaram denunciá-la.

O assédio se estendeu ao canal privado de atendimento. Fernanda recebeu dezenas de mensagens de pessoas simulando pacientes para pressionar sua atuação profissional.

Ela aponta que há seletividade na fiscalização: o CFP já reconhece posições políticas nas redes, o que, segundo ela, favorece profissionais de outras religiões ou correntes políticas.

Casos em Goiás e impactos na formação

Gisele Campos Martins Matias, de Goiânia, recebeu notificação em outubro de 2025 por associar a religião à profissão em redes próprias. Ela afirma que comentários hostis passaram a acompanhar o conteúdo profissional.

Isabella Ferreira, também de Goiânia, relata denúncias quando ainda cursava a faculdade. Ela foi chamada a assinar um TAC após comparecer ao CRP e sustenta que mantém conduta ética no consultório.

Monica Amorim, estudante de Curitiba, diz ter sentido hostilidade de colegas e da comunidade acadêmica. Ela defende que é possível atender levando em conta uma visão de mundo, desde que a ética técnica seja respeitada.

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