- Imagens do Fantástico mostram bate-boca durante julgamento de três policiais militares acusados de matar o delator do PCC, Antônio Vinícius Gritzbach, morto no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2024.
- O júri, considerado um dos mais disputados do ano, foi anulado após confrontos entre acusação e defesa; novo júri foi marcado para 22 de fevereiro de 2027.
- Gritzbach, que fazia acordo de colaboração premiada com o Ministério Público, havia revelado lavagem de dinheiro da facção e denunciado policiais civis por corrupção; o ataque deixou também o motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais morto e outras duas pessoas feridas.
- Exames de DNA indicaram que Fernando Genauro dirigia o veículo usado, e que Juan Silva Rodrigues e Denis Martins seriam os atiradores; todos negam participação no assassinato.
- Durante a sessão, defensores contestaram provas de DNA, houve acusações de contaminação e troca de ofensas entre defesa e Ministério Público, levando à anulação do julgamento e à decisão do juiz de manter a acusação sob avaliação.
O julgamento de três PMs acusados de executar o delator do PCC Antônio Vinícius Gritzbach terminou de forma atípica após uma sequência de confrontos entre defesa e Ministério Público. Imagens divulgadas pelo Fantástico mostram trechos do caso, que ocorreu no Aeroporto Internacional de Guarulhos, em novembro de 2024. O júri foi anulado e terá novo andamento em fevereiro de 2027.
Gritzbach morreu com 27 tiros de fuzil ao desembarcar no aeroporto. O motorista de aplicativo Celso Araújo Sampaio de Novais também foi morto no ataque, que deixou outras duas pessoas feridas. A investigação liga o crime a Genauro, Rodrigues e Martins, que negam participação.
Exames de DNA apontaram que Genauro dirigia o veículo utilizado, e perfis genéticos encontrados no carro e em roupas associadas às armas identificaram Rodrigues e Martins como atiradores. Os três afirmam não ter envolvimento no homicídio. Meses antes do atentado, Gritzbach havia fechado colaboração premiada com o Ministério Público.
Bate-boca e anulação
Durante a sessão, a defesa alegou falhas no inquérito, criticando a apuração sobre policiais civis citados por Gritzbach. O MP afirmou que esses civis teriam sido investigados pela Polícia Federal, sem ligações comprovadas com o assassinato. Um parecer contestou resultados de DNA, acusando contaminação.
Confrontos entre advogados e promotores elevaram o tom. Em um momento, um defensor questionou a conduta do promotor, e outro representante da acusação reagiu com termos fortes. Ao final, advogados deixaram o plenário e o juiz decidiu pela anulação do julgamento.
Novo júri e próximas etapas
O Ministério Público pediu punição aos defensores, mas o juiz rejeitou a demanda, entendendo que não houve fraude formal durante a sessão. A revalidação do júri ficou marcada para 22 de fevereiro de 2027, mantendo o foco na apuração das responsabilidades pelo homicídio de Gritzbach.
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