- EUA celebram o 250º aniversário da independência em meio a divisões políticas acentuadas desde a era Trump.
- A imprensa e moradores relatam que a comemoração, tradicionalmente unificadora, ficou marcada por disputas partidárias e até mesmo por símbolos ligados ao presidente.
- Pesquisa Reuters/Ipsos mostra que cerca de 20% dos argentinos? (correção: dos norte‑americanos) não planejam comemorar, incluindo 25% dos democratas e 8% dos republicanos; 40% duvidam da sobrevivência do país nos próximos 250 anos.
- A Casa Branca criou a parceria Freedom 250, com evento no National Mall; fantasia de moeda comemorativa em ouro com a efígie de Trump também está nos planos.
- Em Bucks County, moradores divergem: alguns celebram, outros dizem que a festa parece mais uma celebração de Trump; organizadores tentam manter o tom apartidário.
Aos 250 anos, os Estados Unidos vivem um aniversário marcado por divisões políticas que se acentuam em pleno verão de celebração. Em Doylestown, Pensilvania, moradores divergem: enquanto alguns veem o 4 de julho como celebração da nação, outros enxergam a polarização que acompanha o governo de Donald Trump.
Betsy Halsey, de 63 anos, guarda lembranças do bicentenário de 1976, mas não pretende comemorar neste ano. A professora aposentada é eleitora democrata e afirma que não quer estar na mesma festa com apoiadores da atual linha administrativa.
Por outro lado, Dan Marrazzo, 70, republicano de Langhorne Manor, prepara uma festa para amigos e familiares, defendendo que a vida dos menos favorecidos melhorou sob a gestão Trump. A visão do morador contrasta com a de Halsey, destacando o clima de rivalidade.
A celebração oficial tem a marca de Trump. O governo lançou a iniciativa Freedom 250 para organizar eventos, incluindo uma grande exposição no National Mall, com comício no estilo de campanha. A ampla participação de governos democratas e artistas tem sido hesitante.
A moeda comemorativa da Casa da Moeda, com a efígie de Trump, também está nos planos. A presença da figura presidencial em eventos de aniversário alimenta críticas sobre a politização da data. O tema divide opinião entre moradores e especialistas.
Em Bucks County, onde vivem Halsey e Marrazzo, a divisão é evidente. O condado é visto como microcosmo das disputas nacionais, num distrito-chave da Pensilvânia, cuja votação foi crucial em 2024, com vitória de Trump por margem estreita.
Alguns moradores expressam ceticismo sobre a comemoração unificada. Tabitha Dell’Angelo, professora universitária, afirma que não pretende celebrar o 4 de julho diante do rumo político atual, mesmo mantendo o orgulho pelo país.
Outros apoiadores, como Jim Worthington, dono de academia, defendem que a história dos 250 anos merece reconhecimento, independentemente do presidente. A tensão entre patriotismo e polarização aparece como desafio para o evento.
Organizadores locais tentam manter o feriado como espaço de identidade nacional, sem se afastar de divergências. Dick Creter, à frente de uma ONG que promove as celebrações, diz que é importante manter a data sem viés partidário.
Ao usar o 4 de julho para discussão pública, moradores do condado de Bucks reavaliam o que significa ser norte-americano. Entre desfiles, fogos e símbolos, a visão de país unido permanece distante de muitos cidadãos analisados pela reportagem.
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