- Flávio Bolsonaro, senador e pré-candidato pelo PL, enviou aos EUA um documento propondo adiamento de tarifaço ao Brasil.
- A proposta prevê 180 dias de atraso para tarifas de 25%, que seriam aplicadas somente após as eleições de outubro.
- O material tem 86 páginas.
- O parlamentar afirma que as tarifas recompensariam o governo brasileiro pela estratégia de protelar negociações e provocar Washington, convertendo a retaliação em vitória política interna.
- Ele sustenta que os custos recairiam sobre a economia americana e sobre brasileiros mais ligados ao relacionamento com os Estados Unidos.
Flávio Bolsonaro, senador pelo PL e pré-candidato à presidência, enviou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos um documento com propostas sobre tarifas e comércio. O material tem 86 páginas e foi apresentado para discutir medidas envolvendo tarifas sobre o Brasil.
No texto, o parlamentar propõe adiamento de 180 dias na aplicação de tarifas de 25%. Segundo a proposta, as tarifas entrariam em vigor apenas após as eleições de outubro, caso não haja acordo entre as partes nesse período.
A defesa de Flávio aponta que as tarifas atuais poderiam favorecer a atual estratégia do governo brasileiro. O documento afirma que o adiamento evitaria retaliações e manteria relações comerciais estáveis entre Brasil e EUA, além de evitar custos para a economia americana e para brasileiros ligados ao relacionamento com Washington.
A iniciativa foi divulgada por meio de nota à imprensa, sem detalhar caminhos de interlocução ou impactos específicos sobre setores econômicos. O conteúdo diverge de mensagens oficiais já utilizadas por autoridades brasileiras em negociações bilaterais.
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