- O Ministério Público de São Paulo denunciou o policial militar Ivo Florentino dos Santos por homicídio qualificado e fraude processual, por supostamente matar Gabriel Ferreira Messias da Silva e plantar uma arma ao lado do corpo, em novembro de 2024, na zona leste de São Paulo.
- Os cabo Evanildo Costa de Farias Filho e os soldados Ailton Severo do Nascimento e Gilbert Gomes dos Santos também foram denunciados por fraude processual.
- A denúncia sustenta que a intervenção ocorreu sem agressão atual que justificasse uso de força, e que houve manobra para parecer que Gabriel sacou uma arma.
- O Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou a denúncia, determinando defesa em até dez dias, e manteve o afastamento dos dois militares de funções operacionais.
- A mãe de Gabriel relatou sensação de injustiça e pediu acompanhamento da corregedoria; imagens de câmeras corporais mostraram Gabriel sem arma perto da moto, contradizendo a versão dos agentes.
O Ministério Público de São Paulo denunciou o policial militar Ivo Florentino dos Santos por homicídio qualificado e fraude processual, acusando-o de ter matado Gabriel Ferreira Messias da Silva e de ter plantado uma arma ao lado do corpo, na zona leste da capital, em novembro de 2024. Também foram denunciados o cabo Evanildo Costa de Farias Filho e os soldados Ailton Severo do Nascimento e Gilbert Gomes dos Santos, por fraude processual.
Segundo a denúncia, houve alteração da cena do crime para simular que Gabriel teria sacado uma arma antes de ser baleado. A promotoria sustenta que a atuação visouModified a aparência de verossimilhança da narrativa policial, não a preservação do local ou socorro à vítima.
O caso ocorreu na Vila Sílvia, zona leste, durante uma perseguição a Gabriel, que seguia em moto. Gravações de câmeras corporais mostram o momento em que um policial se aproxima da moto e, pouco depois, a arma é colocada no chão e empurrada para debaixo da motocicleta, segundo o Ministério Público.
A Justiça acolheu a denúncia e determinou defesa em até 10 dias. Também foi mantido o afastamento cautelar de Ivo Florentino e de Ailton Severo do Nascimento das funções operacionais da Polícia Militar.
Relembre-se: Gabriel morreu após perseguição policial em novembro de 2024. A versão oficial dos agentes era de que ele teria sacado uma arma; contudo, registros de câmeras indicam a ausência de arma próxima no momento da abordagem. A Defensoria aponta indícios de instruções para colocar o armamento no local.
A mãe de Gabriel, Fernanda Ferreira, luta por reconhecimento da injustiça e pediu ação da corregedoria. Ela afirma que o laudo pericial indica a colocação da arma e descreve o impacto emocional do caso para a família, que aguarda desdobramentos.
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