- O Coaf inaugurou o escritório no Rio de Janeiro, com foco no combate a facções e organizações criminosas, como parte da expansão nacional.
- A unidade no Rio completa a presença já inaugurada em São Paulo e há previsão de abertura de uma sede em Foz do Iguaçu, no Paraná, ainda neste mês.
- Os três polos foram escolhidos por sua importância econômica, empresarial e pela realidade de violência, além de fatores transfronteiriços com o Paraguai e a Argentina.
- O espaço do Rio será coordenado pelo delegado federal Tacio Muzzi, que atuou como superintendente da Polícia Federal no estado entre maio de 2020 e julho de 2023.
- O Ministério da Justiça apoia a expansão, integrando esforços para intensificar a cooperação com autoridades locais, além de adaptar o sistema de análise de dados, com módulos a serem lançados nos próximos meses; o Coaf recebe cerca de sete milhões e meio de comunicações de atividades suspeitas por ano.
O Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) inaugurou nesta sexta-feira um escritório no Rio de Janeiro com foco no combate às facções e organizações criminosas. A iniciativa integra a estratégia de expansão da instituição, que antes operava apenas em Brasília.
Além do Rio, o Coaf já abriu unidade em São Paulo, inaugurada na quarta-feira, e planeja uma sede em Foz do Iguaçu, no Paraná, com inauguração prevista para este mês. A escolha dos polos reflete a proximidade com áreas de grande atividade econômica e transfronteiriça.
Expansão do Coaf
O presidente do Coaf, Ricardo Saadi, explicou que os três polos foram escolhidos por sua relevância. O Rio tem forte presença empresarial e violência; São Paulo concentra o poder financeiro; Foz do Iguaçu envolve questões transfronteiriças com Paraguai e Argentina.
O escritório do Rio será chefiado pelo delegado federal Tacio Muzzi, que atuou como superintendente da PF no estado entre 2020 e 2023. A unidade visa ampliar a supervisão e o relacionamento com autoridades locais.
Fortalecimento institucional
O Ministério da Justiça apoiou a ampliação, visando aproximar as forças federais dos estados. A expectativa é fortalecer o enfrentamento ao crime organizado por meio da cooperação entre órgãos, polícia e Ministério Público.
O ministro Wellington César Lima e Silva destacou a importância de seguir o dinheiro para combater delitos. A parceria entre o governo e o Coaf busca reverter o ciclo vicioso, potencializando o uso de recursos tecnológicos.
Melhoria de análise de dados
O Coaf também trabalha em um sistema de melhoria da análise de dados. Hoje, o órgão recebe cerca de 7,5 milhões de comunicações de atividades suspeitas por ano, ou ~30 mil por dia.
O novo sistema será desenvolvido em módulos, com lançamento gradual. A iniciativa envolve parceria entre setores públicos e privados para aprimorar a triagem dessas notificações.
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