- A Polícia Federal deflagrou a Operação Acesso Negado, para apurar irregularidades em emendas parlamentares Pix, envolvendo a aplicação de recursos públicos em Iracema e São Luiz do Anauá, em Roraima.
- Ao todo são 41 mandados de busca e apreensão cumpridos nos estados de Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins.
- Os recursos sob apuração somam cerca de R$ 90 milhões e são ligados a gestores municipais, empresas e empresários investigados por possible superfaturamento, obras não executadas ou mal executadas.
- Parlamentares indicaram as emendas investigadas, entre eles o deputado federal Antônio Carlos Nicoletti, o senador Dr. Hiran e o ex-senador Telmário Mota. O ministro do TCU e ex-deputado Jhonatan de Jesus também consta entre os citados, mas não é alvo inicial da ação.
- O ministro do Supremo Tribunal Federal Flávio Dino autorizou a operação, após auditoria da Controladoria-Geral da União nos dez municípios que mais receberam emendas Pix.
A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira a Operação Acesso Negado para investigar irregularidades na aplicação de emendas Pix em municípios de Roraima. O objetivo é apurar possível desvio de cerca de R$ 90 milhões envolvendo recursos federais.
Ao todo, 41 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em quatro estados: Roraima, Bahia, São Paulo e Tocantins. Os alvos incluem gestores municipais, empresas e empresários suspeitos de superfaturamento, serviços não executados ou mal executados em obras.
Segundo apuração do Portal, as emendas Pix teriam sido indicadas por parlamentares locais, mas eles não são alvo da operação desta sexta. Entre os citados estão o deputado federal Antônio Carlos Nicoletti, o senador Dr. Hiran, o ex-senador Telmário Mota e o ministro do TCU Jhonatan de Jesus.
A ação aconteceu após auditoria da CGU, determinada pelo ministro do STF Flávio Dino, aos dez municípios que mais receberam emendas Pix. As investigações podem enquadrar crimes contra a administração pública, licitações, peculato, corrupção e lavagem de dinheiro.
Contexto e desdobramentos
A PF também apura checagens sobre a execução das obras financiadas pelas emendas. A investigação busca esclarecer a distância entre recursos destinados e serviços efetivamente realizados, além de identificar possíveis pagamentos sem lastro contratual.
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