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Polícia prende 174 agressores de violência contra mulheres em operação em SP

Operação Dia D da Mulher Protegida prende 174 agressores; 689 pedidos de medidas protetivas são registrados, fortalecendo a proteção a vítimas em São Paulo

Operação combateu crimes de violência doméstica e sexual contra mulheres
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  • A Polícia Civil de São Paulo prendeu 174 agressores de mulheres na operação Dia D da ação Mulher Protegida, realizada na quinta-feira (3).
  • Foram 76 mandados de prisão cumpridos e 98 prisões em flagrante, além de 689 pedidos de medidas protetivas registrados para vítimas de violência de gênero.
  • A operação foi coordenada pelas Delegacias de Defesa da Mulher, com foco na prevenção, acolhimento e responsabilização.
  • As autoridades destacaram que cada mandado executado interrompe ciclo de violência e aumenta a segurança das vítimas.
  • Em 2026, de janeiro a abril, São Paulo registrou 107 feminicídios, o maior número para o período desde 2018.

Uma operação da Polícia Civil de São Paulo prendeu 174 agressores de mulheres nesta quinta-feira, 3, durante a ação Dia D da Operação Mulher Protegida. A mobilização cumpriu mandados ligados a crimes de violência doméstica e sexual.

Ao todo, houve 98 prisões em flagrante e 76 mandados de prisão cumpridos. As ações foram coordenadas pelas Delegacias de Defesa da Mulher (DDMs). Também foram registrados 689 pedidos de medidas protetivas para vítimas de crimes de gênero ou que estavam sob ameaça.

A Secretaria de Políticas para a Mulher, Adriana Liporoni, destacou que a operação reforça a integração entre prevenção, acolhimento e responsabilização dos agressores. Ela afirmou que cada mandado cumprido representa uma resposta do poder público para interromper ciclos de violência.

A delegada Cristiane Braga, coordenadora das DDMs, acrescentou que, quando a medida judicial é executada, o Estado interrompe o ciclo da violência, responsabiliza o agressor e oferece mais segurança às vítimas para seguir com o acompanhamento da rede de proteção.

Recorde de feminicídios em 2026

O estado registrou 107 casos de feminicídio entre janeiro e abril, o maior índice para o período desde 2018, quando as denúncias passaram a constar no portal da SSP-SP. A CNN Brasil aponta aumento de 205,71% entre 2018 e 2026, com média anual de cerca de 15,05%.

Em 2026, abril foi o mês com mais ocorrências. Os registros mensais mostram: janeiro, 27; fevereiro, 30; março, 30; abril, 20. Em 2024 houve 91 feminicídios, o segundo maior marco entre os períodos analisados.

Entre 2021 e 2023 houve crescimento contínuo, de 53 (2021) para 60 (2022) e 80 (2023), respectivamente. O menor volume de denúncias no quadrimestre ocorreu em 2018, com 35 registros.

A SSP-SP informou que o Governo de São Paulo vem ampliando a rede de proteção, com 144 Delegacias de Defesa da Mulher, 220 unidades de atendimento remoto, mais de 650 policiais especializados e a Patrulha SP Mulher Segura.

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