- Marina Silva, 68, pré-candidata ao Senado pela Rede em São Paulo, condena a união de partidos de campos opostos para driblar as cotas do fundo eleitoral destinadas a mulheres e negros.
- Ela afirmou que as cotas de pelo menos trinta por cento do fundo não são concessões e citou o PT como exemplo de sigla que tenta flexibilizar a regra.
- A aliança em São Paulo envolve Marina no palanque com o PT; Haddad disputará o governo estadual e Márcio França (PSB) será o vice, conforme anunciado no fim de junho.
- A agenda ambiental continua prioritária para Marina, que defende integração entre meio ambiente e desenvolvimento econômico, emprego e justiça social.
- A candidata destacou a importância da participação feminina na política e reiterou que as cotas existem para corrigir desigualdades históricas, criticando quem tenta burlá-las.
Marina Silva acusa a formação de alianças entre partidos de diferentes campos para driblar as cotas do fundo eleitoral voltadas às mulheres e a pessoas negras. Ela afirma que tais cotas não são concessões nem favores partidários, mas instrumentos para ampliar a participação de quem historicamente foi excluído.
A ex-ministra do Meio Ambiente e hoje deputada federal pelo Rede discute a estratégia de palanque com o PT, sigla que, segundo ela, tenta burlar a regra. Marina será candidata ao Senado em São Paulo e planeja manter o foco ambiental na campanha.
Na chapa paulista, Marina divide vagas com Simone Tebet, do PSB, que disputa o Senado, enquanto Haddad, do PT, concorre ao governo do estado, com Márcio França como vice. A composição foi confirmada no fim de junho, encerrando especulações sobre mudanças de posição.
Ela reforça que o tema ambiental é prioridade e que desenvolvimento econômico pode caminhar junto com ações de preservação e justiça social. Questionada sobre novidades, afirma que o compromisso com o meio ambiente não impede tratar de outras pautas.
Sobre fake news e deepfakes, a candidata enfatiza a necessidade de conteúdos com base na realidade. Defende atualização da linguagem política para dialogar com jovens, sem abandonar a ética e a transparência.
Diálogo com a esquerda e religião
Marina comenta que a esquerda precisa dialogar com diferentes expressões religiosas, mantendo o Estado laico. Ela ressalta a importância de tratar evangélicos, católicos e pessoas de matriz africana como cidadãos, sem instrumentalizar a fé.
Aborto e temas polêmicos
A ex-ministra defende que debates como o aborto não devem ser instrumentalizados. Afirma que decisões complexas devem ser discutidas com responsabilidade, com eventual plebiscito para ampliar o entendimento público.
Caminho da política e participação feminina
Ela destaca a necessidade de ampliar a presença de mulheres na política e mudar estruturas que as mantêm em minoria. Observa que cotas são necessárias enquanto a igualdade plena não for alcançada, e aponta que metade da população tem apenas uma parcela da representação.
Posição sobre o Congresso e a governança
Marina critica a atuação do Legislativo, citando questões de orçamento, transparência e uso de emendas. Afirmar que há espaço para fortalecer a responsabilidade pública é parte importante de sua visão de governo.
São Paulo e oportunidades setoriais
A candidata aponta potencial de SP em setores como etanol, mobilidade urbana e energia limpa, incluindo baterias, energia eólica e hidrogênio verde, como caminhos para industrialização e empregos.
Desastres climáticos e prevenção
Ela associa crises hídricas à falta de planejamento e à privatização de serviços públicos. Observa que investimentos em transporte público e infraestrutura são cruciais para reduzir impactos ambientais e melhorar a saúde pública.
Caminho político e futuro
Marina afirma possuir experiência política desde 1986 e reitera gratidão ao povo do Acre, ao Brasil e a São Paulo. Não traça planos definitivos para novos cargos, mantendo o foco no que considera ser o interesse público.
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