- Michelle Bolsonaro afirmou que a defesa das pessoas com deficiência deve ficar acima de qualquer ideologia ou partido.
- Ela citou a sanção, durante o governo Jair Bolsonaro, da Lei Amália Barros, destacando mérito independentemente da autoria.
- A ex-primeira-dama disse que a política de educação bilíngue para surdos foi elaborada na gestão Bolsonaro, mas penalizou-se por atraso devido a uma ação judicial.
- Garantiu que o mais importante é quem se beneficia da política pública e parabenizou a comunidade surda.
- a manifestação acontece após críticas de apoiadores de Bolsonaro e em meio a tensão no PL, com desentendimento público entre Michelle e Flávio Bolsonaro e perda do comando do PL Mulher.
Michelle Bolsonaro voltou a se manifestar neste sábado para defender elogio feito à Política Nacional de Educação Bilíngue de Surdos, lançada pelo governo Lula. A ex-primeira-dama destacou que a defesa das pessoas com deficiência deve ficar acima de ideologias ou partidos.
Ela citou a Lei Amália Barros, sancionada durante o governo Bolsonaro, aprovada por um parlamentar do PT que reconheceu a visão monocular como deficiência sensorial. Segundo Michelle, o então presidente avaliou o mérito independentemente da autoria.
Michelle afirmou ainda que a educação bilíngue para surdos foi planejada na gestão de Jair Bolsonaro. A ex-primeira-dama afirmou que uma ação judicial atrasou a tramitação, impedindo a implementação antes do fim do mandato.
A defesa publicada ocorre um dia após Michelle classificar o programa do MEC como um sonho realizado e parabenizar a comunidade surda. A mensagem gerou críticas entre apoiadores de Bolsonaro e levou a compartilhamentos com críticas à ex-primeira-dama.
Críticas internas e repercussão
Parlamentares e membros do PL divulgaram reações negativas, incluindo montagens que associam Michelle ao PT e acusações de traição. O tom das postagens indicou descontentamento com o posicionamento recente.
Caso à parte, o episódio ocorre em meio a tensão no PL. Na semana anterior, Michelle expôs um desentendimento com o senador Flávio Bolsonaro, ao dizer que ele a desrespeitou em uma ligação telefônica.
Flávio Bolsonaro pediu desculpas publicamente horas depois. A crise gerou divisões no partido e resultou na saída de Michelle do comando do PL Mulher, acentuando o atrito entre rivais internos.
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