- Sete mulheres aparecem como cotadas para a vice na chapa de Flávio Bolsonaro, com perfis variados para testar atração entre eleitoras.
- Pesquisas indicam desvantagem de Flávio em relação a Lula entre o público feminino: PoderData/Aya aponta 50% a 38%, enquanto Genial/Quaest mostra 41% a 24% (com 13% indecisos).
- A estratégia busca combinar atributos políticos, técnicos e eleitorais, com nomes ligados ao governo Bolsonaro e ao agronegócio, além de representantes católicos e evangélicos.
- Os nomes na mesa são Daniella Marques, Tereza Cristina, Simone Marquetto, Bia Kicis, Priscila Costa, Júlia Zanatta e Clarissa Tércio.
- A definição pode envolver alianças com partidos, impactos no agronegócio e na base bolsonarista, além de considerar prioridades regionais como o Nordeste.
A disputa pela vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL) ganhou novos nomes em meio à aproximação com partidos aliados. A estratégia busca ampliar o alcance junto ao eleitorado feminino e reduzir a vantagem de Lula sobre esse grupo.
O objetivo é testar perfis distintos, que conciliem experiência política, atuação técnica e potencial de capilaridade eleitoral. A leitura interna aponta que o desgaste com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro motivou o foco no segmento feminino.
Dados de pesquisa indicam o desafio: Lula lidera entre as mulheres, com 50% das intenções de voto, contra 38% de Flávio, segundo levantamento PoderData/Aya em junho. A Gazeta do Povo destaca que esse grupo representa área de oportunidade para crescer a candidatura.
Nomes na mesa
A lista reúne parlamentares do PL e do Progressistas, além de nomes ligados ao governo Bolsonaro e a setores como agronegócio, catolicismo e evangélicos.
- Daniella Marques (Republicanos): responsável pela elaboração do programa econômico, indicada para vice; conhecida por integrar o núcleo e trabalhar com Paulo Guedes. Não possui capital eleitoral próprio. Pode ampliar diálogo com o Republicanos e reforçar a agenda liberal.
- Tereza Cristina (PP-MS): senadora, ex-ministra da Agricultura e líder do Progressistas no Senado. A escolha agregaria ao agronegócio, mas o projeto de Senado em 2027 complica a indicação. Exige negociação ampla entre partidos.
- Simone Marquetto (PP-SP): deputada federal, jornalista e ex-prefeita; aproximação com o eleitorado católico, pela ligação com a Renovação Carismática. Possui projeção nacional limitada fora do interior paulista.
- Bia Kicis (PL-DF): deputada federal, com forte atuação no bolsonarismo; tem excelente relação com Bolsonaro e alta influência entre apoiadores fiéis. Aposta-se que sua candidatura ao Senado pelo DF continue provável.
- Priscila Costa (PL-CE): vereadora de Fortaleza, líder conservadora no Ceará; amplia presença no Nordeste, mas tem baixa projeção fora do estado.
- Júlia Zanatta (PL-SC): deputada federal, advogada e jornalista; defende liberdade de expressão e críticas ao STF, próxima de Carlos Bolsonaro. Potencial para mobilizar a militância, porém alcance limitado fora da base.
- Clarissa Tércio (PP-PE): deputada federal, missionária da Assembleia de Deus; influencia o eleitorado evangélico nordestino. Nome com foco regional, menos testado nacionalmente.
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