- Alexandre Ramagem disse à CNN que a extradição para o Brasil “não vai acontecer” e enxergou 2026 como ano de virada, dizendo que está em segurança nos Estados Unidos.
- Ramagem foi condenado pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal a 16 anos de prisão por organização criminosa, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, e nega as acusações.
- Ele deixou o Brasil irregularmente pela sua fronteira com a Guiana após a condenação e entrou nos Estados Unidos com passaporte diplomático; é considerado foragido da Justiça brasileira.
- O ex-diretor da Abin afirma que tramitará em paralelo o pedido de asilo e o processo de extradição; acusa autoridades brasileiras de tentativa de deportação clandestina.
- Ramagem foi preso pelo ICE em Orlando, na Flórida, por permanência irregular no país e liberado dois dias depois; permanece nos EUA enquanto o pedido de asilo é analisado.
Ramagem afirma que extradição para o Brasil “não vai acontecer” e vê 2026 como ano de virada. Em Nova Jersey, o ex-diretor da Abin e deputado federal cassado concedeu entrevista à CNN Brasil e disse estar em segurança nos Estados Unidos, enquanto aguarda análise de pedido de asilo.
Condenado pelo STF na trama golpista, Ramagem recebeu pena de 16 anos de prisão em regime inicial fechado. Ele nega as acusações e afirma que houve perseguição política contra ele e o setor político de direita. A sentença foi proferida pela Primeira Turma do Supremo, em setembro do ano passado.
Ramagem fugiu do Brasil pela fronteira com a Guiana logo após a condenação e entrou nos EUA com passaporte diplomático, o que o torna foragido da Justiça brasileira. Atualmente, tramam-se paralelamente o processo de extradição solicitado pelo governo brasileiro e o pedido de asilo apresentado pelo próprio Ramagem.
Sobre a prisão nos Estados Unidos, ele foi detido pelo ICE em Orlando, na Flórida, em 13 de abril, por permanência irregular no país, já que o visto estava vencido. Foi liberado dois dias depois e permanece nos EUA até a avaliação do asilo.
Além da condenação, Ramagem teve a perda do mandato de deputado decretada pela Câmara em dezembro, em decisão que atingiu também o senador Eduardo Bolsonaro. O ex-diretor afirmou que a situação atual é de perseguição política e citou a possibilidade de retorno ao Brasil ligado à corrida eleitoral.
Situação legal e próximos passos
- O governo brasileiro mantém o pedido de extradição em curso, enquanto Ramagem aguarda o andamento do pedido de asilo nos EUA.
- O caso envolve questões de nacionalidade, afastamento de funções públicas e acusações de golpe, sem julgamento definitivo sobre a viabilidade da extradição.
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