O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a levantar questionamentos sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro durante um encontro com diplomatas realizado na noite de terça-feira (21), em Brasília.
Segundo a Agência France-Presse (AFP), o senador associou as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil à empresa venezuelana Smartmatic e citou denúncias de fraude eleitoral na Venezuela, afirmando que suas declarações estariam baseadas em documentos da CIA.
O pré-candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) voltou a levantar questionamentos sobre a confiabilidade do sistema eletrônico de votação brasileiro durante um encontro com diplomatas realizado na noite de terça-feira (21), em Brasília.
O senador associou as urnas eletrônicas utilizadas no Brasil à empresa venezuelana Smartmatic e citou denúncias de fraude eleitoral na Venezuela, afirmando que suas declarações estariam baseadas em documentos da CIA.
+ RealTime Big Data: Lula empata com Flávio Bolsonaro e Caiado no 2º turno
Durante o evento, organizado por uma consultoria de comunicação, Flávio afirmou que “muitas das máquinas utilizadas nas eleições brasileiras vêm dessa mesma empresa venezuelana”. Em seguida, disse que não estaria colocando em dúvida o sistema eleitoral brasileiro, mas defendeu que países enviem o maior número possível de observadores internacionais para acompanhar as eleições de outubro.
As declarações ocorrem poucos dias antes da convenção nacional do Partido Liberal (PL), marcada para sábado (25), em São Paulo, quando Flávio Bolsonaro deverá ser oficializado como candidato à Presidência da República. O evento contará com a presença do presidente da Argentina, Javier Milei.
TSE já desmentiu alegações
As afirmações do senador retomam argumentos semelhantes aos apresentados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro em julho de 2022, quando reuniu embaixadores no Palácio da Alvorada para fazer acusações, sem apresentar provas, sobre a segurança das urnas eletrônicas.
Em 2023, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarou Jair Bolsonaro inelegível por oito anos por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação em razão daquele encontro.
O TSE também já desmentiu informações que circulam nas redes sociais segundo as quais a Smartmatic fornece urnas eletrônicas ou softwares utilizados nas eleições brasileiras.
Em comunicado recente, a Corte reiterou que o sistema eleitoral brasileiro utiliza equipamentos e sistemas próprios, com comunicação criptografada, e que, em mais de duas décadas de uso das urnas eletrônicas, nunca foi comprovada fraude ou manipulação do resultado das eleições.
Defesa
Em nota enviada à AFP, a equipe de pré-campanha de Flávio Bolsonaro negou que o senador tenha questionado a integridade do sistema eleitoral brasileiro.
Segundo a assessoria, o pré-candidato apenas relatou “fatos públicos” durante o encontro com diplomatas.
Com informações da AFP
Entre na conversa da comunidade