Na manhã de quinta-feira, 16 de janeiro de 2024, a empregada doméstica Oscelina Moura Neves de Oliveira, de 45 anos, foi baleada pelo delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Mikhail Rocha e Menezes, durante um suposto surto do policial em sua residência, localizada no Condomínio Santa Mônica, no Jardim Botânico. Oscelina, que tentava […]
Na manhã de quinta-feira, 16 de janeiro de 2024, a empregada doméstica Oscelina Moura Neves de Oliveira, de 45 anos, foi baleada pelo delegado da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), Mikhail Rocha e Menezes, durante um suposto surto do policial em sua residência, localizada no Condomínio Santa Mônica, no Jardim Botânico. Oscelina, que tentava fugir do ataque, foi atingida nas costas, com a bala perfurando seu rim, estômago e intestino, resultando em complicações graves. Ela foi socorrida e permanece internada em estado crítico no Hospital de Base.
Além de Oscelina, Andréa Rodrigues Machado, esposa do delegado, também foi baleada e está sob cuidados intensivos. Mikhail, que estava afastado de suas funções devido a problemas de saúde mental, já havia demonstrado comportamentos agressivos anteriormente, segundo relatos de familiares. Após o ataque, ele se dirigiu ao Hospital Brasília, onde atirou na enfermeira Priscila Pessôa Rodrigues, de 45 anos, que também se encontra internada em estado grave.
O secretário de Segurança Pública do DF, Sandro Avelar, expressou sua consternação com o incidente e destacou a importância da saúde mental entre os profissionais de segurança. Ele mencionou que a corporação está comprometida em oferecer suporte psicológico aos servidores, especialmente em situações de estresse elevado. O governador Ibaneis Rocha também se pronunciou, classificando o caso como um exemplo de doença mental e ressaltando a criação de uma Subsecretaria de Saúde Mental para lidar com esses problemas.
Após a audiência de custódia, a prisão de Mikhail foi convertida em preventiva, e ele foi transferido para o Complexo Penitenciário da Papuda. O delegado, que portava duas armas de fogo no momento do crime, permanece internado na ala psiquiátrica do Hospital de Base, onde apresenta falas desconexas e não se lembra dos eventos que ocorreram. As investigações continuam, e Mikhail pode responder por tentativas de homicídio e feminicídio.
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