Grandes incêndios florestais, como os que devastaram Los Angeles, têm tornado mais frequentes as chamadas nuvens de fogo, ou pirocúmulos. Cientistas afirmam que essas formações atmosféricas, que eram raras, se multiplicaram desde 2023 devido à intensificação dos incêndios e às mudanças climáticas. As pirocúmulos surgem em incêndios de alta intensidade, quando o calor extremo aquece […]
Grandes incêndios florestais, como os que devastaram Los Angeles, têm tornado mais frequentes as chamadas nuvens de fogo, ou pirocúmulos. Cientistas afirmam que essas formações atmosféricas, que eram raras, se multiplicaram desde 2023 devido à intensificação dos incêndios e às mudanças climáticas. As pirocúmulos surgem em incêndios de alta intensidade, quando o calor extremo aquece o ar, fazendo-o subir rapidamente e formando nuvens gigantescas.
O especialista em incêndios florestais Mike Flannigan, da Universidade Thompson Rivers, no Canadá, alertou que a ocorrência dessas nuvens aumentou cerca de 50% desde 2023. Essas nuvens podem gerar raios, que iniciam novos focos de incêndios a vários quilômetros de distância, além de produzir ventos fortes que espalham o fogo e elevam as chamas.
Essas nuvens refletem o impacto das mudanças climáticas nos incêndios florestais. Ondas de calor prolongadas e temperaturas elevadas tornam as florestas extremamente secas, transformando a vegetação em combustível altamente inflamável. Incêndios que geram pirocúmulos são mais intensos e se deslocam rapidamente, criando condições extremas e difíceis de controlar.
Além disso, os grandes incêndios liberam uma quantidade significativa de fumaça e fuligem na atmosfera, bloqueando a luz solar e intensificando o aquecimento local. Esse processo gera um ciclo vicioso: um ambiente mais quente e seco favorece a continuidade dos incêndios e o surgimento de novos focos, colocando bilhões de pessoas em perigo.
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