O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em R$ 20 mil cada um dos três responsáveis pela morte de uma onça-parda em Alto Longá, Piauí. O crime, ocorrido em 16 de dezembro do ano passado, foi registrado em vídeo, gerando indignação nas redes sociais. A autora do disparo foi […]
O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) multou em R$ 20 mil cada um dos três responsáveis pela morte de uma onça-parda em Alto Longá, Piauí. O crime, ocorrido em 16 de dezembro do ano passado, foi registrado em vídeo, gerando indignação nas redes sociais. A autora do disparo foi uma mulher, enquanto sua irmã filmou a ação, e o pai delas, um idoso de 73 anos, também estava envolvido. Além de matar o animal, os três permitiram que cães atacassem a onça ferida.
As imagens do crime provocaram grande comoção, levando ativistas ambientais e a população a clamarem por justiça. A investigação começou após uma mobilização online, quando o fiscal do Ibama, Roberto Cabral, compartilhou o vídeo e pediu ajuda para identificar os responsáveis. Em sua postagem no Instagram, Cabral afirmou: “Mais um caso de assassinato de onça, por favor, nos ajude a encontrá-los.”
Os envolvidos podem ser processados por diferentes crimes ambientais, conforme a Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/98). Embora a pena por matar uma onça seja considerada baixa, os maus-tratos a animais podem resultar em reclusão. Se condenados, os responsáveis podem enfrentar até cinco anos de prisão, dependendo da gravidade dos maus-tratos. Contudo, penas inferiores a quatro anos geralmente são convertidas em prestação de serviços à comunidade ou pagamento de cestas básicas.
O caso continua em apuração, e a pressão popular pode impactar a severidade das punições. O Ibama já formalizou as autuações e encaminhou o caso à Polícia Federal e ao Ministério Público para que as medidas necessárias sejam adotadas.
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